O relatório do inquérito à Caixa Geral de Depósitos chumbou porque dois deputados do PS não puseram os pés na sala. Faz sentido: um inquérito de farsa só podia terminar em farsa. Ferro Rodrigues, com o respeito que sempre demonstrou pelo poder judicial, criticou o Ministério Público por fazer o seu trabalho no caso das viagens da Galp.
Falou a título ‘pessoal’, entenda-se: o dr. Ferro, como qualquer funcionário público, entende que ser a segunda figura do Estado só é para cumprir das 9 às 5.
No voto de pesar pela morte de Américo Amorim, o PCP e o Bloco votaram contra. O homem gerou riqueza e empregos? Seja. Mas faltou-lhe o toque genocida – como Fidel, por exemplo – que fica sempre bem em qualquer currículo.
Sim, uma pessoa até pode ter uma paixão teórica pelo parlamentarismo. Mas depois olha para a prata da casa e percebe que essa paixão não é correspondida.
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.