A conversa sobre ‘esquerda’ e ‘direita’ nasceu na Revolução Francesa. Na Assembleia Constituinte, o povo sentou-se à esquerda do rei. A aristocracia e o clero, à direita. A simbologia ficou: a esquerda desafia a ordem e assume-se como portadora do progresso. A direita defende a ordem e combate o radicalismo ‘liberal’. Se estivéssemos no século XVIII, a Iniciativa Liberal sentar-se-ia à esquerda do parlamento.
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O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.
Com todas as reservas que Trump me merece, espero que esta guerra, uma vez iniciada, traga pelo menos a libertação dos iranianos.
José Sócrates já tem novo advogado. É o quarto oficioso.
Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.
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