O que é preciso para gerir a Caixa? O leitor ingénuo dirá: competência técnica e dedicação exclusiva. O leitor vive num país imaginário. Em Portugal, a receita passa por simpatias ‘pessoais’; salários ilimitados; e um número de administradores perfeitamente comparável à selecção olímpica de futebol que Rui Jorge levou ao Rio de Janeiro.
Perante esta admirável tradição, parece que o BCE chumbou oito administradores não executivos (por acumulação de cargos) e, dos sete executivos, mandou três para Paris com o fino propósito de estudarem alguma coisinha.
Desconhecemos se estes três tencionam fazê-lo com empréstimos de amigos. Mas sabemos que o Governo, com a mesma desvergonha com que nomeou à margem da lei, tenciona agora alterá-la para não estragar o ramalhete. Para quê temer a ‘espanholização’ da nossa banca quando nós já somos especialistas em criar albergues espanhóis?
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.