O que é preciso para gerir a Caixa? O leitor ingénuo dirá: competência técnica e dedicação exclusiva. O leitor vive num país imaginário. Em Portugal, a receita passa por simpatias ‘pessoais’; salários ilimitados; e um número de administradores perfeitamente comparável à selecção olímpica de futebol que Rui Jorge levou ao Rio de Janeiro.
Perante esta admirável tradição, parece que o BCE chumbou oito administradores não executivos (por acumulação de cargos) e, dos sete executivos, mandou três para Paris com o fino propósito de estudarem alguma coisinha.
Desconhecemos se estes três tencionam fazê-lo com empréstimos de amigos. Mas sabemos que o Governo, com a mesma desvergonha com que nomeou à margem da lei, tenciona agora alterá-la para não estragar o ramalhete. Para quê temer a ‘espanholização’ da nossa banca quando nós já somos especialistas em criar albergues espanhóis?
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Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.