Fortuna empresarial e independência política: será possível? Dificilmente: o nosso ‘capitalismo de Estado’ sempre gostou das carícias do poder. Uma proximidade que, sem surpresas, produz dependência, mediocridade e corrupção.
Belmiro de Azevedo foi um artigo raro: criou fortuna, sim, mas não dobrou a espinha a uma classe política que ele sempre percepcionou como incompetente e mendaz. Pagou o preço? Eu diria que não: muitos dos seus opositores só ficarão na história pelo cadastro criminal.
Lamento que o País não tenha mais espécimes do género. E, se me permitem, confesso que também simpatizava com Belmiro por razões triviais e pessoais: o senhor nasceu na mesma terra do meu pai – Marco de Canaveses – e as qualidades que ele exibia – no trabalho e na liberdade – também estavam inscritas no ADN do meu progenitor.
Será das águas do Tâmega? No próximo Verão, prometo investigar – e mergulhar.
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Numa democracia madura, as eleições não são um incómodo a gerir, mas um dever a cumprir.
Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.