Uma amiga de esquerda, confrontada com o discurso de António Costa sobre a tragédia dos fogos, comentou: ‘Parece um homem de direita.’ Sorri e compreendi.
A esquerda sempre teve a ilusão da sua própria superioridade moral. A direita despreza os pobres e os humildes. A esquerda, pelo contrário, tem o coração no sítio certo.
Não vale a pena elaborar sobre a caricatura. Excepto para lembrar que ela contribuiu para a humilhação de Costa – e para o ascendente de Marcelo. Para o Presidente, os fogos e as vítimas não se resumem a incompetências técnicas.
O que horrorizou Marcelo – e os portugueses, a começar pelos de esquerda – foi a desumanidade de António Costa e o seu discurso burocrático, sem ponta de mágoa ou arrependimento. E alguns perguntaram: onde está o sentimento da esquerda quando mais precisamos dele? Não está.
E não deve estar: a mera decência humana não é uma questão ideológica.
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