A nalisar convulsões políticas com argumentos estritamente legais não costuma dar bons resultados.
Há mais de dois séculos, os colonos americanos não queriam pagar impostos a Londres por não estarem representados em Westminster.
O rei Jorge III, com a sua típica obtusidade, respondeu com a lei – e as armas. Resultado? Em 1776, nascia uma nova república do outro lado do Atlântico.
O resto é história. Não sei o que vai acontecer hoje na Catalunha. Mas suspeito que a decisão de Mariano Rajoy de responder ao problema com a constituição e a polícia tirou definitivamente o génio independentista da garrafa.
Realizar o referendo, ainda que a título simbólico e ‘informativo’, e depois trazer a questão para a negociação política, parece-me o menos mau dos caminhos possíveis.
Mas os homens, mais de 200 anos depois, não mudaram assim tanto quando a cegueira ideológica os domina.
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Numa democracia madura, as eleições não são um incómodo a gerir, mas um dever a cumprir.
Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.