Aguém dizia que o pior que nos pode acontecer é vermos os nossos desejos realizados. Talvez seja – em outras latitudes. Em Portugal, e sobretudo para a oposição, pode ser pior que os desejos não se realizem.
Não vale a pena dizer o óbvio sobre os números da semana: a economia cresce; Bruxelas aceitou o Orçamento; não há sanções a caminho. E também não vale a pena repetir o óbvio sobre o nosso destino a médio prazo: o crescimento económico é tímido; os juros teimam em não descer; os investidores não parecem convencidos.
O problema é que a política mediática não se faz a médio prazo; faz-se a curto prazo. E, no curto prazo, os portugueses têm dinheiro no bolso e nenhuma catástrofe a estragar a bonomia.
Se esta semana ensinou alguma coisa a Passos Coelho foi a não fazer oposição com profecias. Até porque esperar que o diabo apareça é não conhecer as manhas do mafarrico.
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Numa democracia madura, as eleições não são um incómodo a gerir, mas um dever a cumprir.
Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.