Vejo as imagens do massacre em Paris. Só uma palavra me ocorre: habituem-se. Havia sinais: o homicídio de Theo Van Gogh em Amesterdão; as explosões na maratona de Boston; agora, a chacina no ‘Charlie Hebdo’. Onde será a próxima? Em Madrid (outra vez)? Em Londres (idem)? Ou será em Lisboa?
O jihadismo deixou de ser coutada exclusiva de ‘grupos’ ou ‘células’. Hoje, basta uma cabeça fanatizada e uma arma na mão.
E com um bónus: quem mata, sabe que terá uma consagração mediática que faria a inveja dos antigos anarquistas.
Perante isto, exige-se vigilância policial, punições exemplares e, claro, ‘não ceder ao medo’. Fico-me pelo medo: nas mil homenagens que o mundo prestou ao jornal, contam-se pelos dedos de uma mão as publicações que tiveram a coragem de publicar os ‘cartoons’ do Profeta que tanto ofendem os assassinos.
O medo, apesar de tudo, continua. É esse medo que os fanáticos farejam antes de atacar.
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O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.
É só o fim das certezas fáceis.
Eis, finalmente, os três anos de estabilidade e diálogo que o Presidente Seguro tão generosamente nos prometeu.
O destino do conflito será decidido entre o impulso de parar já e a suspeita de que parar agora pode sair mais caro do que continuar.
O PS tem aqui uma oportunidade única para fazer prova de vida contra o governo.
A saída de Rita Rato da direcção do Museu do Aljube é a discussão errada. A discussão certa seria saber como foi que Rita Rato lá entrou.