page view
João Pereira Coutinho

João Pereira Coutinho

Massacres

09 de janeiro de 2015 às 00:30

Vejo as imagens do massacre em Paris. Só uma palavra me ocorre: habituem-se. Havia sinais: o homicídio de Theo Van Gogh em Amesterdão; as explosões na maratona de Boston; agora, a chacina no ‘Charlie Hebdo’. Onde será a próxima? Em Madrid (outra vez)? Em Londres (idem)? Ou será em Lisboa?

O jihadismo deixou de ser coutada exclusiva de ‘grupos’ ou ‘células’. Hoje, basta uma cabeça fanatizada e uma arma na mão.

E com um bónus: quem mata, sabe que terá uma consagração mediática que faria a inveja dos antigos anarquistas.

Perante isto, exige-se vigilância policial, punições exemplares e, claro, ‘não ceder ao medo’. Fico-me pelo medo: nas mil homenagens que o mundo prestou ao jornal, contam-se pelos dedos de uma mão as publicações que tiveram a coragem de publicar os ‘cartoons’ do Profeta que tanto ofendem os assassinos.

O medo, apesar de tudo, continua. É esse medo que os fanáticos farejam antes de atacar. 

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Crimes sem castigo

O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.

Protocolo de Estado

Eis, finalmente, os três anos de estabilidade e diálogo que o Presidente Seguro tão generosamente nos prometeu.

O preço da guerra

O destino do conflito será decidido entre o impulso de parar já e a suspeita de que parar agora pode sair mais caro do que continuar.

Carta de alforria

O PS tem aqui uma oportunidade única para fazer prova de vida contra o governo.

Moedas políticas

A saída de Rita Rato da direcção do Museu do Aljube é a discussão errada. A discussão certa seria saber como foi que Rita Rato lá entrou.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8