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João Pereira Coutinho

João Pereira Coutinho

Ninguém escapa

28 de junho de 2015 às 00:30

Quando as pessoas pensam nos ataques terroristas do 11 de Setembro, imaginam que aquela manhã de Nova Iorque significa o início de algo de novo: o terrorismo islamita em acção. Um erro.

O 11 de Setembro é antes a conclusão da primeira fase do jihadismo ‘organizado’. Será preciso lembrar que o World Trade Center já tinha sido atacado em 1993?

O mesmo acontece com os atentados ‘desorganizados’ que matam ocidentais por aí. Uma novidade? Longe disso. Em 2004, o cineasta Theo Van Gogh já tinha sido brutalmente chacinado nas ruas de Amesterdão pela sua ‘islamofobia’.

O mundo, depois da comoção circunstancial, assobiou para o lado e seguiu em frente. Convém não assobiar mais: a ‘fatwa’ que Khomeini lançou sobre Salman Rushdie em 1989 alargou-se como uma nuvem negra e paira hoje sobre qualquer ocidental, esteja ele em França ou na Tunísia. Com um pormenor trágico: desta vez, nem os portugueses escapam.

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