Portugal não se cansa: depois da vitória na Eurovisão, quer fazer o mesmo no festival do rating. A economia cresce? O país já não está de castigo pelo défice excessivo? Então as agências que ponham os olhos nisto. Do Presidente da República à mais ínfima criatura, todos clamam: não somos lixo!
Fatalmente, as agências de rating não se comovem. E uma delas, esta semana, veio lembrar dois pormenores que se perderam na loucura colectiva. Primeiro, que a recuperação económica tem de ser sustentada. E, segundo, que existe uma coisa chamada ‘dívida pública’, que o país já esqueceu – mas que os investidores persistem em lembrar.
Aliás, por falar em dívida pública, o mostrengo já ultrapassou os 247 mil milhões de euros – e, só em Abril, foram mais 3,9 mil milhões.
Portugal quer vencer o festival do rating. Mas, ao contrário da Eurovisão, parece que neste festival não se vai lá só com cantigas.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Numa democracia madura, as eleições não são um incómodo a gerir, mas um dever a cumprir.
Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.