Depois de conviver uns tempos com a serpente, Luís Montenegro não trincou a maçã. É compreensível. O Chega não é parceiro de governação. É rival directo da AD e, segundo as sondagens, potencial vencedor de eleições. A estratégia de Montenegro de não deixar à solta André Ventura como franco-atirador da oposição não teve os resultados esperados: o homem cresce com diálogo e sem diálogo. Donde, para quê a fama sem ter o proveito? Perante esta realidade, Montenegro travou a fundo – e, na lei dos estrangeiros, lá remendou a coisa sem passar cartão a André Ventura. Este, compreensivelmente, esperneou. Mas Montenegro fez bem em acatar o chumbo do TC, regressando a um lugar de moderação e respeito pelas instituições. O sentimento anti-sistema pode ser forte; mas há uma parte do país, ainda maioritária, que prefere um pouco de sanidade.
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.
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