Bruno Pereira
Presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de PolíciaEsta semana foi adiantado o valor final de mortes cometidos no ido ano de 2025 no quadro da violência doméstica, finalizando-se o ano com [mais] umas trágicas 25 mortes. Antes de adentrar pela reflexão, dizer ad nauseum, que uma morte já é demais, e que não podemos recuar ou recobrar no seu combate. Posto isto, apenas lembrar alguns indicadores que me parecem ser importantes à mesma quando falamos do fenómeno da Violência Doméstica: a média de mortes na última década situa-se próxima das 28 mortes/ano, tendo o ano mais violento sido o de 2019 com 35; que desde então vimos um aumento avassalador no número de detenções realizadas, com mais de 2500 no último quadriénio, bem acima da média das 1000 dos anos 2015-19; também o número de prisões aplicadas tem vindo a aumentar e acompanhar galopantemente estas últimas, ultrapassando-se neste momento a fasquia dos 1500 reclusos, entre prisões efetivas e prisões preventivas, bem acima, a mero título de exemplo, das 406 de 2015; e, de entre estes grandes números, destacar o maior número de denúncias que não param de aumentar, superando a fasquia das 30000/ano, o que espelha bem a confiança que as pessoas, e as vítimas em particular, depositam no sistema de Justiça em particular, nos órgãos de polícia criminal.
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