Bruno Pereira
Presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de PolíciaEsta semana, num desfecho que se antecipava, vimos a Ministra da Administração Interna cair, dando lastro à ideia, cada vez mais sedimentada, de um ministério triturador de ministros. Não que não seja verdade que o MAI seja um dos ministérios mais exigentes e desgastantes de qualquer governação, mas muito se estranha, quando assim é, que tenha sido secundarizado por este governo, não só pela falta de visão, prioridade e investimento, mas na própria hierarquia governativa, sendo ultrapassado pelos próprios Ministros da Defesa e Justiça, algo que contrasta com governos anteriores. Mas se é verdade que a escolha da Professora Maria Lúcia Amaral foi uma escolha completamente ao lado, revelando, desde muito cedo, incapacidades de fundo para lidar e exercer o cargo com a proficiência e competência que o mesmo exige, não seria justo dizer que se tratou de um caso único, nesta como noutras áreas governativas. Mas o MAI, convenhamos, tem sido pródigo em ter à sua frente pessoas que não apresentam (nem apresentavam) quaisquer condições mínimas, pelo seu percurso ou experiência, para assumir as rédeas de uma área governativa tão complexa e, diria eu, especialmente estratégica na gestão governativa de qualquer governo. Esta Ministra, como tantos outros que a antecederam, não deixará saudade, pontuando o seu curto legado por (1) não querer honrar um acordo negocial firmado em 2024 entre o Governo e alguns dos sindicatos; (2) de não ter promovido quaisquer impulsos reformistas que se impunham desencadear, quer na alteração da portaria de acesso ao curso de Agentes ou na Portaria dos remunerados cujo impacto vai ser próximo do inexistente; e (3) pela falta manifesta de coerência na gestão e apoio à PSP na operação de fronteira, vindo mais recentemente a aceitar, sem critério ou prioridade, a transferência de quase 200 polícias para as polícias municipais. Não é isto que queremos, não é isto que se espera.
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