Bruno Pereira
Presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de PolíciaHá uma semana fomos sobressaltados pela nomeação do novo Ministro da Administração Interna, o Dr. Luís Neves, que, para surpresa de muitos, ocupava funções de Diretor Nacional da PJ, sendo um acontecimento inédito e “perigoso” na boca de muitos comentadores que, não embarcando na euforia da maioria, que aplaudiu, viram com maus olhos a nomeação, criticando o movimento pendular de quem exerceu quase 30 anos na carreira de investigação criminal, muitas delas em funções de alta direção e gestão. A crítica à tecnicidade qualificada de quem exerceu funções públicas durante tanto tempo, ser apontado a funções governativas que se têm mantido, quase na sua totalidade, reservadas a quem tem/teve uma carreira política. Se em Portugal esta nomeação é inédita, vários exemplos pelo mundo fora mostram que nomeações desta natureza não têm de ser, pelo menos na origem, vistas como algo mau. Deixamos aqui alguns nomes que farão pensar a alguns dos nossos leitores: Eric Leroy Adams, que foi durante 20 anos Polícia na Polícia de Nova Iorque foi Mayor daquela cidade até 2025; Claude Guéant, ex-Diretor Nacional da Polícia Nacional Francesa, foi Ministro do Interior entre 2011 e 2012; Theodore Roosevelt, que foi Governador de Nova Iorque e Presidente dos EUA, assumiu funções no Conselho de Comissários de Polícia de Nova Iorque. Muitos outros exemplos poderiam ser dados, no mundo, mas sobretudo na Europa. Não quero com isto dizer que não se deva ter um cuidado acrescido nestas nomeações, e que a pendularidade não seja um risco, mas isso não deve, per se, ser um fator de exclusão. De outro modo estranhar-se-ia que não existissem vozes de clamor em torno das nomeações várias de magistrados que governo após governo ocupam funções desta natureza sem que a sua independência seja questionada. Deixem o Dr. Luís Neves ver ao que vem, esperando-se que deixe um legado singular como deixou na PJ.
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