Há um problema de segurança pública que o poder político e os partidos de um modo geral teimam em não querer reconhecer. O caso chocante da idosa assassinada numa rua da Amora, ontem, em plena luz do dia, não é um acontecimento isolado, apenas mais uma entre muitas situações de extrema violência a que temos vindo a assistir. Portugal está a ficar perigoso e é necessário agir rapidamente e com determinação para travar esta onda criminosa, sob pena de resvalarmos para situações que nos habituámos a ver noutros países e que nunca julgámos possíveis chegarem cá.
Seria, por isso, interessante saber o que os partidos concorrentes às eleições de 10 de março têm a propor sobre a matéria. Como prevenir, como reprimir. A Saúde, a Educação, a Justiça, a habitação, as reformas, as pensões, os impostos, tudo isso é muito importante, mas a segurança não lhe fica atrás. De que vale tudo o resto se saímos de casa e levamos um tiro ou duas facadas? Às vezes nem é preciso sair, entram pela porta dentro, sequestram, violam, roubam e matam, revelando o mais completo desprezo pela vida humana. Até agora o tema tem sido ignorado, é como se não existisse, o que releva uma de duas coisas: ou os partidos acham que está tudo bem, ou não sabem o que fazer com a criminalidade. Seja por um motivo ou outro, é grave.
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