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Correio da Manhã

Portugal
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Incêndios de junho deixaram traumas em 444 menores

Projeto pinhal de futuro abrangeu 2557 crianças e adolescentes.
Isabel Jordão 17 de Junho de 2018 às 02:55
Fogo em Pedrógão Grande
Pedrógão Grande
Incêndio em Pedrógão Grande
Incêndio em Pedrógão Grande
Fogo em Pedrógão Grande
Pedrógão Grande
Incêndio em Pedrógão Grande
Incêndio em Pedrógão Grande
Fogo em Pedrógão Grande
Pedrógão Grande
Incêndio em Pedrógão Grande
Incêndio em Pedrógão Grande
Um estudo realizado junto de 2557 crianças e adolescentes vítimas dos incêndios florestais de junho de 2017 na região Centro, indica que 252 apresentaram sintomas de perturbação psicológica e outros 192 sintomas que afetaram o seu bem-estar emocional, como a quebra de rendimento escolar, hiperatividade e défice de atenção, alcoolismo ou outras dependências na família e exposição à violência em casa.

As conclusões foram divulgadas ontem, em Castanheira de Pera, e correspondem à primeira fase do projeto ‘Pinhal de Futuro’, promovido pelo Fundo de Apoio gerido pela Fundação Gulbenkian em escolas dos concelhos de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande e Sertã.

Atualmente decorre a fase de rastreio e de entrevistas, tendo sido detetados 139 alunos com perturbação pós-stress traumático e 113 com perturbação de adaptação, o equivalente a 7,9 e 6,4% dos alunos abrangidos. Têm medo, insónias, depressão, pânico, ansiedade, dificuldade em regular as emoções e evitam recordar os incêndios (mais nas pág. 26 e 27).
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