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Correio da Manhã

Mundo

Militares da Venezuela com armas de guerra assaltam na fronteira com o Brasil

Estão escondidos na mata para tentarem impedir a saída de cidadãos do seu país e a entrada de brasileiros.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 25 de Fevereiro de 2019 às 19:38
Manifestantes venezuelanos em confrontos com membros do Exército junto à fronteira com o Brasil
Manifestantes venezuelanos em confrontos com membros do Exército junto à fronteira com o Brasil
Manifestantes venezuelanos em confrontos com membros do Exército junto à fronteira com o Brasil
Crise na Venezuela
Manifestantes venezuelanos em confrontos com membros do Exército junto à fronteira com o Brasil
Manifestantes venezuelanos em confrontos com membros do Exército junto à fronteira com o Brasil
Manifestantes venezuelanos em confrontos com membros do Exército junto à fronteira com o Brasil
Crise na Venezuela
Manifestantes venezuelanos em confrontos com membros do Exército junto à fronteira com o Brasil
Manifestantes venezuelanos em confrontos com membros do Exército junto à fronteira com o Brasil
Manifestantes venezuelanos em confrontos com membros do Exército junto à fronteira com o Brasil
Crise na Venezuela

Militares da Venezuela enviados para garantirem o bloqueio da fronteira com o Brasil determinado pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, estão a usar as suas armas de guerra para assaltarem pessoas que usam trilhas na mata para tentarem cruzar de um país para outro.

A denúncia foi feita por cidadãos venezuelanos e brasileiros que este domingo foram vítimas desses militares ao tentarem usar trilhas entre a cidade brasileira de Pacaraima e a venezuelana Santa Helena, inclusive no lado brasileiro da fronteira.

De acordo com os relatos, militares venezuelanos escondidos na mata para tentarem impedir a saída de cidadãos do seu país e a entrada de brasileiros, surgem de repente, de arma em riste, numa das trilhas que são paralelas à fronteira oficial.

Mesmo essas trilhas ficando no lado brasileiro, os soldados da Venezuela param as pessoas disparando para o alto os seus fuzis de guerra e depois obrigam-nas a entregar-lhes tudo o que levam, principalmente dinheiro e objetos de valor.

Em seguida, e ignorando completamente a missão para que foram mandados para a região, impedir o trânsito de pessoas entre os dois países, os militares venezuelanos permitem que as suas vítimas continuem e atravessem para o outro lado, mas sem os seus pertences.

Um jornalista da Folha de S. Paulo confirmou pessoalmente as muitas denúncias sobre esses assaltos, só não tendo sido mais uma vítima e ficado sem o seu equipamento porque correu muito e escapou dos soldados assaltantes.

Segundo as narrativas, eles ficam com tudo, até porque no lado venezuelano, onde grassa uma crise sem precedentes e falta tudo, qualquer coisa, até papel higiênico, dentífricos, roupas e, claro, comida, são mercadorias preciosas para vender no mercado negro.

No assalto presenciado pelo jornalista brasileiro, os militares levaram até todas as caixas de medicamentos contra o cancro que uma venezuelana residente na cidade brasileira de São Paulo tentava fazer chegar à sua mãe, que ainda vive na Venezuela e padece dessa terrível doença, ignorando os seus apelos para deixarem ao menos os remédios. 

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