Quando Kafka (na cama do sanatório nos arredores de Viena, onde morreria de tuberculose) lho pediu, parece que Dora Diamant, que era sua amante, queimou uma boa parte dos seus papéis. Felizmente poupou outros, que lhe seriam roubados pela Gestapo em 1933. E, também felizmente, Max Brod desobedeceu ao seu amigo Kafka, que lhe pediu a mesma coisa: que queimasse tudo. Se isso tivesse acontecido não teríamos lido ‘América’, nem ‘O Processo’, nem ‘O Castelo’ (apenas ‘Metamorfose’ e alguns contos), que ajudaram a estabelecer o lugar de Franz Kafka como um dos maiores e mais influentes escritores do século XX. Mesmo assim, podemos admitir que o próprio escritor queimou 90% da sua obra inédita; conhecemos apenas um pequeno fragmento. Grande parte daquilo que hoje consideramos ‘kafkiano’ (absurdo, patético, impossível de explicar), devemos a esse judeu franzino de classe média, depressivo, inseguro e bem humorado, nascido em Praga há exatamente 140 anos, assinalados hoje.
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