Se fosse necessária prova da indigência mental em que se transformou parte dos clubes de comentário político televisivo, ela esteve aí ontem e anteontem: segundo essas vozes, os eleitores não perceberam a magnanimidade da sua inteligência – e não a seguiram, patifes. Mostram algum alarme e espanto; fazem discursos de defesa e justificação da sua arte. Acreditaram que têm dotes divinatórios e uma influência superlativa sobre os telespectadores. Não têm, coitados. Limitaram-se a dar notas aos debates e a cair na mesma esparrela em que caiu a generalidade da imprensa americana em 2016: julgaram que a sua opinião (respeitável) era uma pregação decisiva. Alguns dos grandes colunistas vingaram-se nos eleitores, esses grunhos, porcos, brancos analfabetos, negros sem educação, latinos dos gangues (isto é tudo citação) e acho que búfalos do Arizona. Uma coisa é o inalienável direito a terem opinião; outra é julgarem-se guardiães da pátria acossada pelo inferno dos outros. Nunca os entenderam; são virtuosos, convencidos e surdos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Marcelo é o primeiro PR em que o pós-mandato vai definir a sua imagem.
Um dia escrevi que Marcelo Rebelo de Sousa era um homem amável talhado para a heteronimia e para a simulação; num político não é uma desvantagem, mas Marcelo não pode acrescentar-lhe a mágoa.
“A sua melancolia irá perseguir-nos como um farol”.
'Doutrina Trump' resulta mais de uma patologia narcisista do que de um plano racional.
"Passos coloca o PSD a sonhar com uma maioria absoluta para 4 anos".
"As direitas têm chefes, mas o rei estava por vontade própria exilado em Massamá".
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos