Se o pai, barbeiro em Várzea de Ovelha, Marco de Canaveses, não tivesse emigrado para o Brasil em 1909, preparando o caminho para o resto da família, Carmen Miranda (1909-1955) não teria sido o que foi – chegou ao Rio no ano seguinte, com a mãe e uma irmã de três anos. Portanto, para todos os efeitos, Carmen pertence ao bairro da Lapa, primeiro, ao estrelato carioca, cantando e sambando – à América, depois, que a tornou famosa durante os anos da guerra (foi para Nova Iorque em 1939, voltou em 1954), onde foi a maior construtora de estereótipos “brasileiros” do século XX, conquistando as telas e os palcos – e chegando a ser a artista mais bem paga do país. Tudo era Broadway, tudo era imaginação, erotismo, alegria colorida. As histórias de glória e fama nunca são felizes. Portugal não teria dado àsas àquela mulher luminosa cheia de aventuras, sexo, malícia e divertimento, drogas, e infelicidade. Essa malícia, só possível nos trópicos, terminou em 1955, em Beverly Hills – há exatos 70 anos.
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