Há uma semana, um economista das altas esferas deu uma entrevista ao ‘El Mundo’: “O principal problema de Itália e de Espanha é que no próximo ano terminam os fundos europeus.” Nem quero imaginar o que ocorrerá com Portugal depois de 2027. A “bazuca”, uma designação grosseira e pelintra, ia acelerar tudo e teria a conhecida prodigalidade para o setor público. É verdade que a modernização do país se deve sobretudo à contribuição europeia, e devíamos ter discutido alguma coisa acerca da aplicação desses fundos – mas não havia tempo. Os investimentos em grandes obras costumam gerar ondas de entusiasmo, orgasmos de desenvolvimento e manipulação de números, o costume. Mas o que me assusta é outra coisa: de onde vem este dinheiro não há de vir muito mais, a não ser que as tipografias imprimam dinheiro que não há. A Europa reage mal à adversidade e é egocêntrica nos seus processos; Portugal limita-se a esperar por fundos – é um assunto que não entra nas nossas conversas, nem parlamentares, nem autárquicas, nem presidenciais.
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