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Francisco José Viegas

Francisco José Viegas

Escritor

Camões, o Parnaso

28 de julho de 2024 às 00:30

O mistério dos livros desaparecidos, perdidos ou pura e simplesmente destruídos é sempre fonte de grande literatura (ou de futura literatura). De Eurípides, o autor de ‘Medeia’ ou ‘As Troianas’, sabemos que se perderam (total ou parcialmente) cerca de vinte peças suas; de Sófocles, o criador de ‘Antígona’, ‘Electra’ e ‘Édipo-Rei’, a lista é imensa, bem como de Ésquilo. De Aristóteles, Umberto Eco (‘O Nome da Rosa’) tornou famoso o seu perdido segundo livro da ‘Poética’, dedicado à comédia; e há ainda os casos do próprio Júlio César, de Cícero, do Antigo e do Novo Testamento; de Shakespeare, Milton, William Blake, Melville, Mark Twain, Rimbaud – ou as memórias de Byron (na verdade destruídas pelos herdeiros). Isto para não mencionar a música e o extraordinário número das obras efetivamente perdidas de Bach.

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