Num livro antigo e fora de moda dedicado à "crise da cultura geral" (publicado em 1987), Allan Bloom, um dos grandes professores americanos de estudos clássicos, abordava a questão do "mal" e do "bem". Quarenta anos depois do final da II Guerra, quando se perguntava a um estudante sobre o que era a encarnação do mal, a resposta era, invariavelmente, Adolf Hitler. O mal ficava no passado, como um território amargo e reproduzido a preto e branco, longínquo, incapaz de ser repetido por uma humanidade que tinha descoberto a cura para a varíola ou para a tuberculose, a anestesia geral, que tinha vulgarizado os antibióticos ou a epidural e instituído os apoios sociais à velhice e aos menos favorecidos, vivido a "revolução sexual", abolido legalmente a escravatura e a separação racial, aberto as portas da política e da ciência às mulheres, popularizado os Beatles ou os Abba – e, enfim, era menos violento.
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