Fernanda Cachão
Editora da Correio DomingoA tasca é, atualmente, cobiçada pelas modernices instaladas na restauração. Dificilmente podem replicar essa instituição nacional, onde as doses são boas e baratas e o empregado, sem pergaminhos, é certo, tem, porém, carisma. O vinho, que é da casa, não esmifra ninguém. E as conversas dos raçudos habituais são compêndios de portugalidade essenciais à arte extraordinária do humor. A ser ouvida qualquer exorbitância, esta está, porém, no lugar próprio. É por isso que não me parece adequada a comparação a propósito da terceira maior bancada da Assembleia da República (AR). Serve a ironia para abordar a atuação do atual presidente da AR, face ao anterior, que terá sido o único titular do cargo a ser aplaudido de pé depois de ter repreendido um líder partidário por causa de uma tirada xenófoba. Foi há três anos. Achávamos todos que o ambiente dificilmente podia piorar. Estávamos enganados. Hoje em dia triunfam os rufias em São Bento, como em todo o lado. Evitar falsos mártires da liberdade de expressão, afinal populistas à procura de espaço mediático, é a decisão mais difícil, mas a que assegura o normal funcionamento da democracia. Cabe ao ofendido defender-se na justiça.
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