Como todos os anos, mal acabam os fogos, acaba também a discussão que, enquanto duravam, toda a gente dizia ser a mais importante do país. Agora, já toda essa gente se virou para a bola, as presidenciais, a rendição do Governo ao fascismo, a educação sexual para a cidadania, Trump como activo soviético ou a flotilha para Gaza. Nada de novo, portanto. A diferença este ano é que há eleições autárquicas daqui a um mês e o tema dos fogos deveria ser incontornável. Nas autarquias, claro, tentando saber se têm usado os recursos à sua disposição da melhor forma: têm trabalhado a prevenção ou preferido o combate, por ser mais fácil e espectacular? Têm contribuído para o bom ordenamento do território que administram ou, ao invés, para a sua desertificação? Têm sabido usar políticas de atracção de investimento (agrícola, industrial, turístico, de serviços...) que ajude a combater o problema? Todos percebemos qual é aqui a questão: os incentivos dos candidatos autárquicos estão alinhados com a conquista de votos nas cidades e vilas. Nesta perspectiva, a oferta de empregos públicos, por exemplo, é uma grande tentação, mesmo se de limitada utilidade social. Porque há o interior do país e, depois, há o interior do interior.
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Afinal a globalização serviu para a sobrevivência e reforço dos regimes autoritários.
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Seria fundamental que Mendes e Seguro passassem à segunda volta. Não entusiasma? Pois, mas é o que temos.
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A discrepância dos resultados sobre a adesão à greve é demasiado ridícula para merecer comentário.
A Europa precisa de moderar sonhos que não é capaz de realizar sozinha.
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