Luciano Amaral
Professor universitárioDe cada vez que ocorrem desenvolvimentos no conflito israelo-palestiniano ouve-se, repetida, a cantilena de que sem a ‘solução dos dois estados’ nunca o conflito se resolverá. Os ataques deste fim-de-semana do Hamas e do Hezbollah sobre Israel lembram-nos qual foi sempre o maior obstáculo a essa solução: a recusa dos palestinianos e dos estados árabes em aceitar a existência de Israel. Dois estados foi aquilo que o Plano da ONU de 1947 ofereceu para a Palestina. Mas os árabes não recusaram apenas o plano, recusaram o princípio da existência de Israel. Com o tempo, graças a vitórias militares mais ou menos incríveis e a um esforço de defesa obsessivo, Israel sobreviveu e parte dos palestinianos e dos estados árabes passaram a reconhecer o seu direito a existir. Não o Hamas e o Hezbollah, cujo programa é a extinção de Israel e, no caso do Hamas, até mais: a erradicação dos judeus. Enquanto existirem organizações como estas, nunca haverá dois estados.
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