O filósofo americano Leo Strauss criou a célebre falácia ‘reductio ad Hitlerum’, que consiste no seguinte: quando se pretende desqualificar uma ideia sem apreciar o seu valor intrínseco, basta dizer que também Hitler acreditou nela. Ora, Hitler pode ter defendido uma ideia e ela ser boa na mesma. Tomemos uma hipótese real: Hitler defendeu o Estado Social; segundo a falácia, o Estado Social seria errado só porque Hitler o defendeu. O propósito é não discutir certa ideia, desqualificando-a por uma característica externa. O debate político ocidental actual está cheio destas falácias, com imensas pessoas dispostas a usar expressões ‘passe-partout’ para acabar uma discussão, ou nem sequer a começar: fulano é ‘negacionista’ (de qualquer coisa), beltrano é ‘neoliberal’, sicrano é de ‘extrema-direita’. Basta atirar a palavra mágica e a conversa acabou, por muito que haja muito a dizer.
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