Está na hora de defender o ministro das Finanças: é óbvio que Mário Centeno não mentiu quando negou qualquer compromisso com António Domingues. O compromisso, afinal, foi com os advogados de Domingues, que até tiveram a fineza de soprar o decreto- -lei para a nova administração da Caixa.
Confrontados com esta revelação, mentes perversas dirão que o país bateu no fundo e que Centeno devia fazer as malas sem demoras. Não vou tão longe. Se a competência legislativa já não se limita ao parlamento (e, em certas matérias, ao governo), então talvez não fosse inútil realizar eleições regulares para que os portugueses pudessem escolher os escritórios de advogados que participam na governança.
Claro que, para as mentes perversas, isso seria um insulto à Constituição. Calma, povo: estou certo que é possível encontrar um escritório de advogados que possa reescrever a lei fundamental para nós.
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Fernando Mamede é o oposto deste tempo ruidoso em que todos os medíocres têm uma confiança ilimitada nos seus nulos préstimos.
Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.