Houve Cimeira Luso-Espanhola dedicada às questões transfronteiriças. E eu, na minha patológica ingenuidade, acreditei que o tema Almaraz seria discutido por portugueses e espanhóis.
Ou, vá lá, só por portugueses. Em tempos, a pátria de Camões ameaçava a de Cervantes com queixas furibundas em Bruxelas. Uma palavrinha era o mínimo. Não houve palavrinha. O doce Rajoy, confrontado com o assunto, assobiou para o lado. O doce Costa, enternecido pela música, juntou-se à melodia. E os jornalistas ali presentes, para não perturbarem o espectáculo, bateram palmas e pediram bis.
Conclusão: o governo espanhol já convidou Almaraz a pedir a renovação da licença. E Portugal prepara-se para continuar a conviver com uma central fora de prazo, em breve embelezada por um armazém de lixeira nuclear. De facto, Cervantes é deles. Mas ninguém bate o nosso governo como Cavaleiro da Triste Figura.
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