Não há candidatos que desdenhem o cargo de Presidente: ou querem, ou desejam, ou gostariam de ser. Só Manuel João Vieira prometeu desistir se ganhar e deve ser levado a sério. Ainda adjudicaria (decerto antes da desistência) bailarinos cubanos, patinadoras russas e ferraris, em veloz contraste com o burro que lhe levará as assinaturas ao Palácio Raton. Mas a comunicação social vira-se para Ventura e jura ser ele quem não quer ser Presidente. Ora, Ventura inclui-se na categoria dos que gostariam, sabendo que não será. Por que concorreu? Repudiado por Gouveia e Melo, não dispõe de quem ultrapasse 5 %. Só ele garante dois dígitos e bate-se para chegar à segunda volta. Está disposto a tudo para o conseguir, incluindo provar que não está preparado para o cargo. Assim, apela à prisão de Sánchez, chama corruptos a Lula e João Lourenço, promete que seria Presidente contra uma parte dos portugueses (que não têm o tal “gene especial”) e assegura que decretaria um estado de exceção (sem autorização da Assembleia) para a polícia prender e liquidar bandidos. Porém, enfrenta hoje um problema novo: o seu eleitorado começa a exibir sinais de fadiga.
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