Nos “Cadernos”, Albert Camus dá conta de um conselho que atribui a André Gide. Questionado por um jovem colega sobre se deveria continuar a escrever, Gide terá respondido: “Se conseguir abster-se de escrever, não hesite fazê-lo”. A recomendação legitima uma paráfrase que pode evitar reformas políticas arriscadas ou inúteis. A fusão das Direções-Gerais dos Serviços Prisionais e da Reinserção Social, a extinção dos governadores-civis, a transferência das competências do SEF para cinco entidades e a criação do cargo de diretor executivo do SNS não foram boas ideias. Mas há medidas positivas recentes. Contrariando o meu ceticismo, a fusão das Universidades Clássica e Técnica de Lisboa parece um bom exemplo. Porém, a anunciada extinção da Fundação para a Ciência e Tecnologia inspira dúvidas e não ouvi explicação convincente que a justifique. As disfuncionalidades e redundâncias não poderiam ser corrigidas eficazmente e com menor esforço sem “matar” a instituição? Não há ontologia nos organogramas. Se for verdade que não interessa a cor do gato desde que cace ratos, não fará sentido mudar de gato. A não ser que não se goste da sua cor.
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