Madeleine McCann desapareceu há quase 20 anos e, até hoje, a sua história é marcada por mais perguntas do que respostas. As investigações arrastaram-se, com avanços que se tornaram retrocessos. A Alemanha prometeu o milagre: o procurador garantiu ter provas contra Christian Bruckner, o novo suspeito, que teria sido o autor do sequestro e morte da menina. As ex- pectativas cresceram, mas o que parecia ser a solução acabou em nova deceção. Anos depois, Bruckner é libertado e as provas sobre Maddie nunca apareceram. Foi uma jogada das autoridades alemãs para manter a atenção ou só uma forma de acentuar o ‘show’ de promessas que envolvem os casos internacionais de grande repercussão? Para os ingleses, acostumados a teorias conspiratórias, pareceu mais um capítulo triste de um espetáculo sem fim. Ainda é uma ferida aberta no tempo.
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O Estado hesita, e nessa hesitação perde-se algo essencial: a ideia de que a lei não é decorativa. Porque a Justiça que tarda não é apenas injusta - é perigosa.
Mariana provou que a justiça não é para todos.
Quem é chamado a gerir o que é de todos deve aceitar sem reservas o escrutínio.
Enquanto o debate público insistir na culpa da vítima e não na responsabilidade coletiva, continuaremos a falhar - às mulheres, às crianças e à própria ideia de justiça.
Quando estão em causa políticos, a prioridade deveria ser sempre a clareza, a confiança e a responsabilização.
Quando uma decisão de inconstitucionalidade acontece, o debate devia a ser outro.
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