O Chega sofreu uma derrota expressiva nas eleições autárquicas. De segundo maior partido nas legislativas, manteve uma presença quase simbólica no poder local, conquistando apenas três câmaras. O resultado expõe uma fragilidade estrutural: depender excessivamente da figura de André Ventura. Em eleições locais, vota-se em rostos conhecidos, não em slogans ou indignações televisivas. Faltaram candidatos enraizados, com credibilidade junto das comunidades. Ainda assim, é cedo para decretar a descida de votos do Chega. O descontentamento que o alimenta persiste e encontrará nova oportunidade nas presidenciais de janeiro. A única dúvida é se Ventura vai conseguir criar uma equipa que inspire credibilidade e que não ande à pancada nas mesas de voto. Parece que esse foi o primeiro feito do primeiro autarca eleito pelo Chega.
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Diz-se doente, mas nunca demasiado para dar entrevistas. Renuncia, mas não sem antes atacar a advogada nomeada pelo tribunal.
Tudo fará para anexar a Gronelândia.
Convém não perder de vista o essencial - Ventura saiu vencedor no domingo e o seu objetivo é chegar a primeiro-ministro.
Em Portugal diz-se que é o fado, mas esta degradação do Serviço Nacional de Saúde não é destino, não é azar, nem fatalidade: é política pública.
Agora, se tudo não passar de uma farsa, a sensação de impunidade será ainda mais destruidora.
E, no fim, todos dirão que as sondagens falharam - menos as que acertaram.
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