Agora é ver figuras públicas, algumas das que entram diariamente nas nossas casas, a jurar amor eterno aos jogos de fortuna e azar. Dizem que jogam todos os dias, que ganharam fortunas e que a sorte também vai bater à nossa porta - basta usar o código deles, claro. Tudo muito natural, como quem vai ao supermercado comprar raspadinhas em vez de leite. A vida deles? Luxo, viagens, relógios - tudo graças a um clique mágico num site de apostas. A dignidade? Essa ficou esquecida no contrato, mas não faz mal: parece que já não está na moda. O que conta é o engajamento. E enquanto houver quem acredite, o jackpot está garantido. Para eles, claro. Porque o segredo está em fazer piscadinhas de olho ao algoritmo e vender a alma juntamente com um sorriso. Influenciar é o novo currículo. A ética? Essa ficou no carrinho com o leite.
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O Estado hesita, e nessa hesitação perde-se algo essencial: a ideia de que a lei não é decorativa. Porque a Justiça que tarda não é apenas injusta - é perigosa.
Mariana provou que a justiça não é para todos.
Quem é chamado a gerir o que é de todos deve aceitar sem reservas o escrutínio.
Enquanto o debate público insistir na culpa da vítima e não na responsabilidade coletiva, continuaremos a falhar - às mulheres, às crianças e à própria ideia de justiça.
Quando estão em causa políticos, a prioridade deveria ser sempre a clareza, a confiança e a responsabilização.
Quando uma decisão de inconstitucionalidade acontece, o debate devia a ser outro.
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