Houve um tempo em que a minha sobrinha Maria Luísa garantia que Dona Elaine, a discreta governanta deste eremitério de Moledo, não passava de uma reaccionária profissional que actuava a coberto de uma máscara afável e simpática. Havia dois erros na suspeita: primeiro, Dona Elaine era uma reaccionária amadora e despreocupada; depois, não era afável nem, à primeira vista, simpática. Isto tinha vantagens, porque as suas funções não incluíam a obrigação de fazer amizades mas o dever de comandar e administrar esta casa, tendo quase sempre a última palavra sobre o que ocorre para cá do portão de entrada. O resto – as suas semanas de férias, as devoções particulares, os seus aposentos, as novelas na televisão, as inimizades – era com ela.
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A minha sobrinha Maria Luísa, a eleitora esquerdista da família, é uma das aristocratas do lugar.
"Às vezes pede para mudar de canal, mas é o mesmo em todos”
Estávamos, todos, a precisar daquela beleza num país zangado consigo mesmo.
Não gostava do Generalíssimo como não gostava do dr. Salazar, o que várias vezes se apresentou ser um problema para a família
A olhar o nevoeiro entre as agulhas dos pinhais.
A mesma Pátria chorosa volta a não ler o escritor tão amado que durante dois dias foi o mais folheado dos seres humanos
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