Nós e o Brasil: uma história de amor intenso e de despeito magoado. Irrita-me o ressentimento de ambos os lados, que é ridículo - mas compreensível - e que, quan- do vem pela mão de políticos, se torna imbecil, como aconteceu nas presidências de Dilma e Bolsonaro, e como acontecia com Salazar, que via no Brasil um lugar perigoso, amável e cheio de libido e samba, coisas que não entendia. Países irmãos? Não. O Brasil tem uma cultura que conhecemos pouco - exceto a música popular - e não falo dos motivos folclóricos ou turísticos: a sua literatura é melhor do que a nossa (Machado, Rubem, Amado, Verissimo, João Cabral, Drummond, Nelson Rodrigues), tal como a pintura, a arquitetura, a música ou o debate intelectual (tirando os últimos anos, em que o Brasil se transformou num circo de patetas ‘woke’). Parte das suas elites detestava Portugal até ter descoberto que isto ficava na Europa; as nossas gostavam do Brasil à maneira idiota, classista, como se tudo fosse Ipanema. Obrigado por tudo, Brasil.
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