Há uma diferença abissal (até pode haver algum pudor ao estabelecer-se a comparação) entre a “cabeça perdida de Damasceno Monteiro”, que o luso-italiano Antonio Tabucchi transformou, em 1997, num romance perturbador que leva esse título – e a cabeça de um homem guineense que foi decapitado, entregue pelo próprio homicida no Hospital de São José. A cabeça de Damasceno Monteiro, no romance, leva-nos à cidade do Porto e à violência policial – embora o “episódio real” que inspirou Tabucchi tenha ocorrido em maio de 1996, depois da morte de Carlos Rosa, 25 anos, numa esquadra da GNR de Sacavém. Tabucchi menciona as “pulsões destrutivas do ser humano” e as normas jurídicas que as podem enquadrar, além de uma revisitação à sociedade portuguesa daqueles primeiros anos do século XX; no caso do presumível assassino nigeriano deste caso de 2025, tudo está em aberto. Jonathan Uno, 29 anos, estudante nigeriano de engenharia, a preparar o doutoramento no IST de Lisboa, é um enigma mortal. Na literatura, andamos de cabeça perdida.
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