Uma das melhores biografias de William Shakespeare (a de Bill Bryson, que leva este originalíssimo título: ‘Shakespeare’) gasta as primeiras 10 páginas a concluir que temos três retratos mais ou menos contemporâneos do autor de ‘Rei Lear’. Dois deles foram realizados depois da sua morte; apenas um em vida, mas tão vulgar que pode ser "a imagem de qualquer outra pessoa". Quanto aos documentos, o mais original é o testamento no qual lega a sua "segunda melhor cama" à mulher, Anne Hathaway. O resto dos documentos são autos judiciais e de penhoras, contratos, a promissória de casamento, e o que eles nos dizem, basicamente, é que Shakespeare existiu mas podia ser um notário de Avintes nascido em Inglaterra. A primeira descrição de Shakespeare foi escrita por um homem que nasceu 10 anos depois da sua morte. Não há manuscritos. Mas há Shakespeare.
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