Avisei ontem, neste espaço: para impedir o colapso da economia, as autoridades ainda iriam implorar aos portugueses para que saíssem à rua. António Costa fez as honras da casa: a deambular por um Chiado deserto (ou, como dizem os chiques, sem ‘o horror do turismo’), o primeiro-ministro quis dar um exemplo de confiança.
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Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.
Depois de duas escolhas desastradas, o futuro do governo também depende de acertar à terceira.
Desde Carlos I, em meados do século XVII, que um membro da família real não conhecia as agruras do cárcere.
José Luís Carneiro anda a escrever cartas ao primeiro-ministro com uma intensidade apaixonada.
Passos são, como sempre foram, longos, tormentosos e politicamente incertos.
A ‘geringonça’ salvou a carreira política de António Costa e exportou-o para Bruxelas.
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