Tenho uma sincera simpatia por José Luís Carneiro desde o tempo de presidente da Câmara de Baião. Como qualquer “homem de partido” teve a sua via sacra e coube-lhe a tarefa de defender coisas estapafúrdias como secretário-geral adjunto de António Costa. É a vida. Acabo de vê-lo em Guimarães a clamar por um feriado nacional a 24 de junho, dia da Batalha de S. Mamede, que teve lugar em 1128 (a derrota de D. Teresa e dos condes de Trava), perto daquela cidade. O objetivo seria premiar o empreendedorismo vimaranense e “o fundamento primeiro da nacionalidade portuguesa” – ora, no que José Luís se foi meter? Os fanáticos do 5 de Outubro (tratado de Zamora, 1143), do 10 de Junho, do 23 de Maio (bula papal Manifestis Probatum, de 1179), do 14 de Agosto (Aljubarrota), e fico por aqui, já afiam garras cómicas, para não falar da disputa entre as freguesias de São Torcato e de Creixomil, ou entre os que veneram o ilustre D. Afonso e os que suspeitam que não esteve lá. Mas a ideia é mais um feriado? Estamos declaradamente a favor.
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