Pacto
A Saúde tem oscilado ao sabor dos ciclos eleitorais.
Carlos Cortes
Bastonário da Ordem dos MédicosA Saúde tem oscilado ao sabor dos ciclos eleitorais.
Cada tempestade que chega deixa um aviso sério. Temos de estar em prontidão permanente.
Perante a urgência e a emergência, o Estado não pode improvisar, tem de se preparar.
A improvisação permanente tem custos humanos e financeiros.
Quando tudo falha, improvisamos e isso não pode ser o dia-a-dia de um sistema de saúde.
Quanto tempo pode um país viver em modo de espera antes de perceber que a espera, por si só, também é uma escolha política?
Em 2026, inovar não será apenas instalar ferramentas, mas garantir que reforçam, e nunca substituem, a relação de confiança entre médico e doente.
As lições de 2025 são inequívocas e exigem ação firme.
Valorizar os médicos é, acima de tudo, proteger a sociedade.
Sistemas de saúde frágeis custam vidas e ampliam desigualdades.
Ter um SNS à altura da generosidade da nova geração de médicos.
Cada um tem o seu papel e o do médico é insubstituível.
Metade dos casos são pouco ou nada urgentes.
A saúde não se mede em volumes de produção, mas em resultados.
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