O debate à volta do atrasado Orçamento do Estado 2016 está a raiar a zaragata regateira. Tem faltado contenção onde se exige seriedade, sobretudo por respeito aos sacrifícios feitos pelos portugueses para resgatar o País da penúria financeira perpetrada pelo governo de Sócrates.
Alguns desígnios partidários e corporativos fazem supor que estamos à beira de nova bancarrota, que a Comissão Europeia nos vê como aldrabões e, entre a espada e a parede, os extremistas e correlativos patrioteiros clamam que Portugal precisa de estar só para ser soberano. Quem fala assim não faz ideia da prisão que foi, para os portugueses, o país do "orgulhosamente sós" nos tempos da ditadura.
O Portugal democrático e do euro exige outra atitude no debate político. Os portugueses devem assumir que vivemos num dos 30 países com melhor nível de vida no Mundo, embora tenhamos de nos preocupar com a igualdade de oportunidades e a inclusão dos carenciados. Não somos uma "república das bananas" – salvo no palco do musical de La Féria –, nem caminhamos para nos tornarmos em Cuba ou na Coreia do Norte. Perceber o nosso lugar no Mundo é decisivo para discutir o que fazer.
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Difícil mesmo será convencer os cidadãos de que "quando o poder político fala é para valer".
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Vivemos num País em que todos os dias há notícias de violência doméstica.
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Houve uma estoica vontade dos cidadãos de expressarem a sua escolha.
Ventura falhou vários disparos nas críticas ao Governo.