Bruno Pereira
Presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de PolíciaNum processo negocial já sabemos que é idílico pensar que uma das partes atinge idealmente os seus objetivos, tal como é curial que uma das partes (o Governo) apresente uma proposta que se aproxime, ab initio, das pretensões da contraparte. Tudo isto está certo, o que não está certo é fazê-lo, como o MAI fez na passada sexta-feira, apresentando propostas que não se compreendem na génese. A revisão da portaria dos remunerados, sendo prioritária para restabelecer alguma dignidade à condição policial, deve ser mais ousada para que, de uma vez por todas, a requisição do serviço policial não seja vista como uma espécie de black friday, sempre em preços de saldo, mais em conta que a segurança privada. Mais, a atualização dos suplementos especiais de serviço à taxa de 2,15%, não só é aflitivo por representar um aumento ilíquido de 3 a 10 euros, que aproveita apenas a uma pequena parte dos Polícias (cerca de 3500), como deixa de lado aqueles que sofrem na primeira linha, e que não veem, há mais de 16 anos, o suplemento de turno e de piquete revisto, compensando aqueles que mais penosidade sofre em razão da prestação de serviço por turnos e em ciclos de rotação semanal. Talvez seja uma reação à surpreendente proposta do PS em sede de votação do OE, que fez aprovar com o CHEGA, o aumento do suplemento de patrulha, tanto quanto aumentou em 8 anos as Forças de Segurança no famoso suplemento de risco (69 euros), não esquecendo, claro está, o aumento de mais de 600 euros que deu, de uma assentada só, à PJ e Serviços de Informações, com retroativos de quase um ano (cerca de 7000 euros). Com as Forças de Segurança todos os trocos contam dizem as más línguas, é tempo de não olhar ao tamanho, e olhar à dignidade e importância, sabendo, mais do que poupar, poupar para investir [nos Polícias].
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