Bruno Pereira
Presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de PolíciaEste Ministério, à parte as negociações pré-estabelecidas, decidiu correr atrás do prejuízo, dando prioridade máxima aos acessos futuros, e urgentes diríamos nós, de novos candidatos ao curso de formação de agentes. Para isso, e de forma tímida, sem acolher as propostas do SNOP, veio alterar as regras de acesso, alargando a idade máxima de acesso para os 35 anos, que a par da redução da altura dos candidatos masculinos para 1.60m, igualando o do género feminino fixada pelo Diretor Nacional da PSP, visava alargar o número potencial de candidatos e permitir, assim, assegurar o preenchimento total das vagas a concurso. Foi apenas isso que foi feito, quando se podia ir mais além. Mas vamos a resultados preliminares, segundo parece estas medidas permitiram chegar a quase 4000 candidatos, superando os recentes idos 3200, ficando ainda assim algumas centenas de fora por manifestações acima da idade permitida, um valor que parece importante perceber de futuro. Por ora, há que considerar o desfecho positivo, mas isto não significa que estas medidas assegurem (i) melhores níveis de qualidade dos candidatos e (ii) que sejam suficientes para cobrir as necessidades atuais, desde logo aquelas que herculeamente a PSP herdou, ficando responsável pela maioria das competências nas fronteiras e imigração. Esta é uma medida que permite aliviar o estrangulamento, mas se não acompanhada com outras de fundo, não será mais do que um placebo. Há que rever as prioridades e investir onde os recursos mais falta fazem, e isso é na PSP.
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Não sabemos quantos profissionais há por cada categoria e isso faz toda a diferença no cálculo médio do salário.
Medida permite aliviar o estrangulamento, mas se não acompanhada com outras não será mais do que um placebo.
Bem que podemos pedir um milagre, mas creio que nem por ser Natal ele chegará.
Os Polícias não pedem o mundo, mas dar-lhes centavos mostra bem como os [não] respeitamos.
Caso a PSP tivesse direito à greve, provavelmente as prioridades se inverteriam.
Serviço policial não de ser vista como uma espécie de black friday, sempre em preços de saldo, mais em conta que a segurança privada.
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