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Trabalhadores que ficaram isolados em Coimbra foram resgatados pelos fuzileiros
Os quatro trabalhadores que ficaram isolados na sequência da rotura de um dique do rio Mondego, em Coimbra, foram resgatados pelos fuzileiros da Marinha e não por um helicóptero da Força Aérea Portuguesa, que chegou a ser acionado.
Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) esclareceu que os trabalhadores (funcionários de uma empresa hortofrutícola, localizada nas imediações da margem do rio colapsada), foram resgatados da área inundada com o auxílio de um bote dos fuzileiros.
Já fonte oficial da Força Aérea Portuguesa indicou que o helicóptero EH 101 Merlin, que foi acionado para o resgate pela ANEPC, chegou a levantar voo do Montijo, mas foi desmobilizado e regressou à base aérea.
Lusa
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160 pessoas de Porto Brandão foram acolhidas pelo município
A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, disse que já não se encontra ninguém em Porto Brandão, tendo o município acolhido 160 pessoas retiradas da localidade, devido ao risco de derrocadas.
"Aquilo está a deslizar a olhos vistos", afirmou a autarca, salientando que, por essa razão, o município tomou a decisão de retirar "todas as pessoas e empresas que se encontravam em Porto Brandão", localidade evacuada devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas, na sequência do mau tempo.
Em conferência de imprensa, para um ponto de situação da operação de retirada de pessoas e bens de Porto Brandão, Inês de Medeiros adiantou que foram também encontradas soluções de acolhimento para 25 cães, quatro gatos e 16 pássaros.
Agradecendo aos moradores da zona pela forma ordeira como "perceberam que de facto isto é uma situação de prevenção que não podia ser adiada", a presidente da Câmara de Almada, no distrito de Setúbal, apontou a situação em Porto Brandão como a mais preocupante no concelho relacionada com deslizamentos de terras e que estava a ser acompanhada há mais de uma semana.
A autarca adiantou ainda que, neste momento, nada se pode fazer em relação às terras e que será preciso esperar, já que não existe qualquer tipo de operação que possa ser desenvolvida.
"Infelizmente tenho de pedir às pessoas que tenham paciência porque, neste momento, não há possibilidade de dar resposta de quando poderão voltar", acrescentou, assegurando que agora "em principio não está ninguém em Porto Brandão".
Inês de Medeiros apelou ainda para que ninguém se desloque para aquela zona do território.
Proteção Civil pede aos cidadãos que evitem riscos em zonas inundáveis
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) pediu à população que evite comportamentos de risco, nomeadamente circular nos acessos junto ao rio Mondego, em Coimbra, e que salvaguarde animais e bens, retirando-os de zonas ribeirinhas.
Numa conferência de imprensa em Coimbra, o presidente da ANEPC, José Manuel Moura, destacou que as autoridades já realizaram um conjunto de retiradas preventivas de pessoas de zonas em perigo na região de Coimbra, onde um dique colapsou na margem direita do rio Mondego, nos Casais, junto ao viaduto da autoestrada 1 (A1), agravando o risco de cheias.
José Manuel Moura recomendou aos cidadãos que evitem circular nos acessos junto ao rio Mondego, e pediu para os residentes junto à Nacional 111, que liga Coimbra a Montemor-o-Velho, estarem atentos e seguirem "aquilo que são as indicações da Proteção Civil".
Mau tempo vai além de Portugal: choveu três vezes mais em Marrocos face ao ano anterior
Marrocos registou três vezes mais chuva do que ano anterior, situação que provocou inundações em várias cidades do norte e oeste do país do norte de África, obrigando à retirada de mais de 150 mil pessoas.
"Desde setembro até hoje, a média acumulada de chuvas atingiu os 150 milímetros, representando um aumento de 35% em comparação com a média anual registada desde a década de 1990 e o triplo da quantidade registada no ano passado", adiantou o ministro do Equipamento e Águas de Marrocos, Nizar Baraka.
Em conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, o ministro marroquino declarou que o país viveu "uma situação excecional em termos de condições climatéricas", mas garantiu que entrou "no final do período difícil".
Água que abastece EB 2,3+S de Carrazeda de Ansiães já pode ser consumida
A água de rede que abastece a Escola Básica 2,3 e Secundária de Carrazeda de Ansiães já pode ser consumida, revelou hoje o município, depois de ter sido proibida a sua utilização, devido à presença de enterococos.
Na rede oficial do Facebook, o município de Carrazeda de Ansiães informou que o resultado da contra análise, realizado pela Autoridade de Saúde, permitiu o levantamento da restrição.
"A água pode, assim, voltar a ser utilizada normalmente para consumo humano", lê-se na publicação.
O consumo da água estava interdito desde 5 de fevereiro. Na altura, o autarca João Gonçalves, adiantou, à Lusa, que, no âmbito das análises regulares, foi detetada a bactéria numa das torneiras do edifício que concentra todos os anos de escolaridade, à exceção do ensino primário, entre primeiro e quarto ano.
Não havia efeitos diretos na saúde humana, segundo a Direção-Geral de Saúde, porém o município determinou a proibição do consumo da água de abastecimento do edifício como medida preventiva.
Lusa
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Transportes de Coimbra condicionados devido ao apoio às evacuações
Os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) avisaram hoje que a circulação se encontra condicionada em algumas linhas devido à necessidade de apoiar a operação de evacuações preventivas.
Em comunicado, os SMTUC explicaram que "estão a apoiar a operação de evacuações preventivas em curso no concelho, na sequência do agravamento da situação hidrológica do rio Mondego e das medidas de proteção de pessoas e bens determinadas pelas autoridades de proteção civil".
Foram mobilizados "meios e recursos para apoio no transporte e na resposta operacional associada às evacuações, o que está a provocar perturbações no normal funcionamento da rede de transportes urbanos", sublinhou.
Lusa
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Proteção Civil alerta que desagravamento da chuva não afasta risco de cheias e derrocadas
O comandante nacional da Proteção Civil alertou hoje que, apesar de se prever um "pequeno desagravamento" das condições meteorológicas, nomeadamente da precipitação, a situação hidrológica irá manter-se crítica, com risco de cheias e derrocadas.
"Iremos ter elevadas escorrências e elevadas afluências a todos os cursos de água nas zonas que têm sofrido o principal impacto por esta precipitação e, portanto, todos os rios que estão neste momento em condição de inundações irão manter essa condição, afirmou Mário Silvestre.
O comandante, que falava numa conferência de imprensa para fazer um ponto de situação das cheias no país realizada na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras (Lisboa), referiu que está previsto "um pequeno desagravamento nas condições meteorológicas", nomeadamente da precipitação, mas que se prevê um novo agravamento na sexta-feira.
Lusa
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Equipamentos da Justiça afetados por tempestades obrigaram a reaorganização
Os equipamentos da Justiça na Comarca de Leiria que sofreram danos causados pelas tempestades obrigaram à reorganização da atividade judicial, confirmou uma delegação composta pelo Procurador-Geral da República e o vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura.
Numa nota divulgada pelo Conselho Superior da Magistratura (CSM) é referido que a delegação visitou o antigo Liceu de Leiria, que acolhe secções do tribunal judicial e o Palácio da Justiça, edifícios que sofreram destelhamentos, infiltrações e outros danos que obrigaram a reorganizar a atividade judicial.
Adianta ainda a mesma nota que juízes, magistrados do Ministério Público (MP), oficiais de justiça e equipas administrativas garantiram a continuidade possível do serviço, ficando o tribunal inoperacional apenas no período em que não houve eletricidade nem acesso ao sistema Citius.
Segundo o CSM, "as decisões de gestão adotadas de imediato permitiram retomar o funcionamento logo que os meios tecnológicos foram restabelecidos".
Jardim do Caracol da Penha em Lisboa interditado devido a risco de queda de muro
O Jardim do Caracol da Penha, que liga as freguesias de Arroios e Penha de França, em Lisboa, encontra-se interditado pela Proteção Civil Municipal "devido a risco de queda de muro", informou esta quarta-feira o município.
Também estão fechados outros três parques e jardins municipais, em resultado de trabalhos de remoção de arvoredo, nomeadamente a Quinta dos Lilases, o Parque Recreativo do Alvito e o Parque Recreativo da Serafina, segundo informação da Câmara de Lisboa, disponibilizada no seu 'site'.
Desde 04 de fevereiro que o município de Lisboa determinou o encerramento de parques e jardins municipais, como "medida preventiva" face à previsão de condições meteorológicas adversas.
Passado uma semana, alguns dos parques e jardins sob gestão municipal já foram reabertos, designadamente a Estufa Fria, Jardim da Cerca da Graça, Jardim Guerra Junqueiro, Parque da Bela Vista, Parque Urbano do Alto do Duque, Parque Verde de Carnide, Quinta da Paz e Tapada das Necessidades, indicou a autarquia.
Quanto aos cemitérios municipais, a Câmara de Lisboa referiu que está prevista a reabertura de todos os cemitérios, com exceção do Cemitério dos Prazeres, que se mantém fechado ao público, exceto para funerais e acesso à secretaria.
No âmbito da situação de mau tempo, com chuva e vento fortes, a autarquia disse que está a avaliar a reabertura dos parques e jardins municipais, após o encerramento preventivo devido às previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), sublinhando que "alguns espaços vão manter-se fechados até estarem garantidas todas as condições de segurança".
Na passada sexta-feira, o município decidiu que o Castelo de São Jorge, a Feira da Ladra e os cemitérios em Lisboa estariam encerrados no fim de semana devido à previsão de mau tempo.
Lusa
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Deslizamento de terra afeta reservatório e abastecimento de água na Régua
Um deslizamento de terras proveniente de uma vinha atingiu esta quarta-feira o reservatório de água de Sergude obrigando à interrupção do abastecimento de água na freguesia de Godim, disse o presidente da Câmara do Peso da Régua.
José Manuel Gonçalves adiantou à agência Lusa que, em consequência do deslizamento de terras, a cobertura do depósito cedeu, ficando também a conduta entupida.
O reservatório pertence à empresa Águas do Norte, responsável pelo abastecimento em alta e, segundo o autarca, no local já se procede à retirada de água daquela infraestrutura, uma operação que deverá demorar várias horas.
Lusa
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Santa Clara recolhe bens essenciais para apoiar regiões afetadas
O Santa Clara, atual 16.º classificado da I Liga de futebol, lançou esta quarta-feira a campanha "Paixão Sem Fronteiras" para "mobilizar a comunidade açoriana" no apoio às regiões afetadas pelo mau tempo através da recolha de bens essenciais.
"Na sequência das cheias que recentemente afetaram várias regiões de Portugal continental, a Santa Clara Açores -- Futebol, SAD lançou a campanha solidária 'Paixão Sem Fronteiras', com o objetivo de mobilizar a comunidade açoriana no apoio às populações que atravessam um momento particularmente difícil", anuncia a formação açoriana em comunicado.
A campanha inclui a recolha de bens essenciais como alimentos não perecíveis, produtos de higiene, vestuário, roupa de casa e material escolar.
"Os bens recolhidos serão encaminhados para algumas das zonas mais afetadas pelas cheias, nomeadamente Coimbra, Leiria, Santarém e Lisboa, sendo posteriormente organizados e enviados com o apoio logístico reunido ao longo da campanha", refere.
O Santa Clara considera "seu dever unir esforços e contribuir para aliviar as necessidades daqueles que foram atingidos" pelo mau tempo, que já provocou centenas de feridos e desalojados.
A campanha estabelece como pontos de recolha a loja e sede do clube, o Estádio de São Miguel (em dia de jogo), a livraria Letras Lavadas, o Grupo Marques e o Campo de Jogos das Capelas.
Na sexta-feira, o Santa Clara recebe o Benfica às 17:30 locais (18:30 em Lisboa) no Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada, a contar para a 22.ª jornada da I Liga.
Lusa
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Autarcas da Lezíria do Tejo pedem apoios excecionais para reparar danos
A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) defendeu esta quarta-feira a criação de medidas e apoios extraordinários do Estado para os municípios da região afetados pelas tempestades, alertando que a dimensão dos prejuízos "ultrapassa largamente" a capacidade das autarquias.
Em memorando assinado pelos presidentes dos 11 municípios que integram a CIMLT, é afirmado que "não foram ainda determinadas quaisquer medidas excecionais e apoios semelhantes que abranjam a totalidade dos Municípios da Lezíria do Tejo", apesar dos "fortes danos" provocados pelas várias intempéries desde janeiro.
Segundo o documento, as tempestades provocaram prejuízos em infraestruturas públicas, habitações e atividades económicas, agravando a vulnerabilidade de várias comunidades e criando situações que excedem "a capacidade financeira, operacional e técnica" das autarquias.
A CIMLT salienta, por isso, a necessidade de garantir uma resposta "equitativa e justa", assegurando que todos os municípios têm acesso aos mesmos instrumentos de apoio.
Dos 11 concelhos que integram a CIM da Lezíria do Tejo, apenas Santarém, Golegã e Rio Maior estão abrangidos pela resolução do Conselho de Ministros que declarou a situação de calamidade, ficando de fora Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche e Salvaterra de Magos.
A CIMLT descreve prejuízos "muito significativos" em diversas áreas, começando pelas estradas. O memorando refere que "se verificaram danos extensos nas infraestruturas rodoviárias de todos os concelhos afetados", incluindo abatimentos de pavimentos, deslizamentos de terras, destruição de taludes e colapso de sistemas de drenagem, além de interrupções de acessos essenciais.
Estes danos, lê-se no documento, "comprometem altamente a mobilidade das populações" e exigem intervenções "inadiáveis" para garantir a circulação segura de pessoas e bens.
Lusa
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Batalha aconselha dois agregados familiares a abandonarem habitação por precaução
O Município da Batalha aconselhou esta quarta-feira à retirada de dois agregados familiares das suas habitações, por precaução, devido à chuva intensa, disse à Lusa o presidente da Câmara, André Sousa.
"A chuva está persistente, temos várias estradas cortadas, neste momento, porque estão junto ao rio Lena e já aconselhámos dois agregados familiares a saírem de casa por precaução. Estamos num processo de desmobilização de outro por causa de uma derrocada, que está a comprometer a habitação da própria pessoa", revelou o presidente da Câmara da Batalha, no distrito de Leiria.
Segundo André Sousa, a chuva tem causado inundações em várias estradas municipais, estando a ser cortadas "as mais críticas, por precaução".
As vias que estão interditas, neste momento, são a estrada 356, do Reguengo do Fetal (Batalha) até às Cortes (Leiria), "porque nos foi pedido pelo Município de Leiria, porque a zona da Reixida está completamente inundada".
A estrada da Costa em direção à Maceira, na zona dos Casais dos Ledos, a ecovia da Golpilheira e a "rua do caminho de ferro perto das cancelas junto ao centro da vila" são outras vias cortadas, mas o município está a proceder ao encerramento de mais, adiantou André Sousa.
Após a passagem da depressão Kristin, o fornecimento da água ficou resolvido, assegurou o autarca, explicando, contudo que esta quarta-feira , "por causa das cheias" um furo de captação da zona da Golpilheira deixou de funcionar, mas "está a ser fornecido pelos bombeiros".
"A qualidade da água está garantida, o que não quer dizer que não haja falhas pontuais", acrescentou.
Já a eletricidade "continua a ser o grande problema". "Continuamos com 1.200 casas sem eletricidade e se desligarmos os geradores esse valor sobe bastante. Continua a não haver nenhuma evolução positiva", lamentou.
Relativamente às comunicações, André Sousa apontou que "as torres da MEO e da NOS estão a funcionar na maior parte, mas da Vodafone continuamos com grandes problemas a nível da rede móvel".
Lusa
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Mantém-se risco de cheias na região de Aveiro
O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro alertou esta quarta-feira para a continuidade do risco de cheias na região, devido a um possível aumento dos caudais dos rios.
"Devido à manutenção de condições hidrometeorológicas adversas na área geográfica do distrito de Aveiro, com particular ênfase nos municípios da região de Aveiro, permanece o risco de continuidade das situações de cheia/inundação", refere um comunicado divulgado ao final da tarde.
Até ao momento, segundo a mesma nota, não se registaram vítimas mortais ou feridos graves, sendo as ocorrências mais relevantes cortes de via, quedas de árvores e de algumas estruturas/muros de suporte e danos em algumas habitações.
Lusa
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Deslizamento de terra afeta reservatório e abastecimento de água na Régua
Um deslizamento de terras proveniente de uma vinha atingiu o reservatório de água de Sergude obrigando à interrupção do abastecimento de água na freguesia de Godim, disse o presidente da Câmara do Peso da Régua.
José Manuel Gonçalves adiantou à agência Lusa que, em consequência do deslizamento de terras, a cobertura do depósito cedeu, ficando também a conduta entupida.
O reservatório pertence à empresa Águas do Norte, responsável pelo abastecimento em alta e, segundo o autarca, no local já se procede à retirada de água daquela infraestrutura, uma operação que deverá demorar várias horas.
Quatro trabalhadores ficaram isolados nas cheias e foram resgatados pela Força Aérea
A Força Aérea resgatou quatro trabalhadores que ficaram isolados na sequência da rotura de um dique do rio Mondego, nos Casais, Coimbra, disse fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
De acordo com a mesma fonte, foi acionado o helicóptero EH 101 Merlin da Força Aérea Portuguesa para o resgate destes trabalhadores que ficaram isolados em área inundada.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
"Sabíamos que havia risco de cheias": Marcelo Rebelo de Sousa garante que houve prevenção desde a primeira hora
Presidente da República afirma que as “medidas de precaução foram tomadas de imediato” e que as “populações compreenderam o que se passou”.
Frisa ainda que, apesar de estar previsto um desagravamento, "não devemos baixar as defesas" e alerta para a precipitação que deverá ocorrer de forma mais intensa a partir de sexta-feira.
Marcelo Rebelo de Sousa destacou a intervenção dos autarcas quanto a planos relativos ao risco de cheias e inundações.
O PR agradeceu a todos os que estão mobilizados para minimizar as consequências do mau tempo.
Ministra do Ambiente: "Só nestes dias a precipitação é equivalente a 20% da precipitação de Portugal no ano inteiro"
Maria da Graça Carvalho contextualiza o nível de chuva a que Portugal tem assistido.
"Só nestes dias a precipitação é equivalente a 20% da precipitação de Portugal no ano inteiro", diz a ministra do Ambiente. "Nesta altura, não podemos mesmo facilitar. (...) Sabíamos que se o caudal ultrapassasse o valor crítico haveria probabilidade de rompimento", sustenta.
Acrescenta ainda que a Proteção Civil decidiu "por precaução cortar o trânsito na A1".
Autarca de Coimbra anuncia evacuação de novas zonas
Presidente da Câmara de Coimbra afirma que "há a possibilidade de novas ruturas no dique do rio Mondego" e admite evacuação de novas zonas.
Primeiro-ministro diz que "todas as medidas preventivas foram tomadas"
Luís Montenegro alertou esta quarta-feira para a possibilidade de novas roturas no dique do Rio Mondego.
O primeiro-ministro afirmou ainda que existe a "necessidade de manter vigilância total e absoluta".
Explica que o processo de escoamento das águas será lento e que o agravamento da precipitação torna a situação muito exigente.
Município da Azambuja pediu ao Governo declaração de estado de calamidade
A câmara da Azambuja pediu hoje ao Governo a integração do concelho na lista dos municípios em estado de calamidade, numa altura em que a capacidade de resposta municipal às consequências do mau tempo foi "totalmente ultrapassada".
Numa nota, a Câmara Municipal da Azambuja (CMA), no distrito de Lisboa, revelou que formalizou junto do Executivo o pedido para que o município seja incluído na lista de autarquias consideradas em estado de calamidade, na sequência "das graves consequências dos eventos meteorológicos extremos" que atingiram o país e a região nas últimas duas semanas.
"Tendo sido declarada, no passado dia 7 de fevereiro, a situação de contingência, numa área que abrange o concelho de Azambuja, verifica-se à data de hoje (dia 11) a continuação das condições meteorológicas adversas e, sobretudo, o agravamento das condições de segurança para as populações", justificou a CMA.
A autarquia realçou que, ao dia de hoje, "mantém-se o risco elevado de cheias consecutivas, inundações e deslizamentos de terras, acumulam-se danos patrimoniais e aumentam os riscos de falhas em infraestruturas que podem pôr em causa serviços essenciais".
Governo contabiliza cerca de 12 mil pedidos de apoios
O Governo já procedeu aos primeiros pagamentos de apoios às zonas afetadas pela depressão Kristin, contabilizando cerca de 12.000 pedidos, dos quais 5.000 para reconstruir habitações e 3.500 de empresas, revelou hoje o primeiro-ministro.
"Nós estamos hoje já a proceder aos primeiros pagamentos. Nós temos já cerca de 5.000 pedidos para ajuda à reconstrução [...]. São cerca de 5.000 que já estão neste momento processados", afirmou Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita a Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra.
Ainda sobre as medidas de apoios às zonas afetadas pela depressão Kristin, o chefe do Governo, que assume transitoriamente a pasta da Administração Interna, indicou que se registam cerca de 3.500 pedidos de empresas no âmbito do acesso a linhas de crédito, "com um volume que já ultrapassa os 540 milhões de euros".
"E em termos de agricultores e produtores florestais, já temos cerca de 3.500 [pedidos] também processados", acrescentou Luís Montenegro.
Lusa
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Governo compromete-se a rever obra hidrográfica do Mondego
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, comprometeu-se a rever a obra hidrográfica do Mondego, um sistema com "muitos anos" e que "precisa de ser atualizado".
Numa visita à região de Coimbra, afetada pelas cheias, Luís Montenegro reiterou a vontade do Governo de avançar com a construção da barragem de Girabolhos e, ao mesmo tempo, assumiu o compromisso de rever a obra hidrográfica do Mondego.
"É um sistema que tem muitos anos e que precisa de ser atualizado até ao abrigo dos desafios que agora se abrem de uma forma que não tínhamos até aqui", afirmou o primeiro-ministro.
Inundações na cidade e zonas rurais de Leiria obrigam a cortes de vias
Vários locais na cidade e zonas rurais de Leiria estão de novo inundadas, devido à chuva intensa, que originou outra vez cheias, o que obrigou ao corte de estradas, anunciou a Câmara Municipal.
"Neste momento [pelas 17:00], a montante da cidade, na zona de São Romão, já temos alguma estabilização de caudais, portanto é expectável que durante as próximas horas haja uma redução das zonas alagadas, mas continuamos a monitorizar", afirmou à agência Lusa o vereador da Proteção Civil, Luís Lopes.
A zona do Estádio Municipal, e as pontes das Mestras e Cabreira também estão inundadas, referindo tratar-se dos mesmos locais da semana passada e também com pessoas deslocadas.
"Aí, temos caudais a estabilizar, mas nalguns pontos a subir", referiu Luís Lopes.
A atenção vai agora ser concentrada na zona de Monte Real e Carreira, dado que "os caudais de ponta de cheia têm um diferencial relativamente à cidade de cerca de uma ou duas horas", para a eventualidade de ser necessária avançar com alguma evacuação preventiva, explicou o autarca.
Ponte da Chamusca fecha e agrava mobilidade no distrito de Santarém
A ponte da Chamusca, na EN243, foi encerrada à circulação devido a fissuras no pavimento da estrada de acesso, agravando-se os constrangimentos de mobilidade num distrito com várias vias afetadas, devido às cheias no Tejo, alertou o município.
"As cheias e a tempestade Kristin estão a afetar todo o distrito de Santarém, nomeadamente a mobilidade e a circulação rodoviária no concelho da Chamusca. A situação vem expor problemas estruturais já identificados, como a insuficiência do tabuleiro da ponte, e evidencia a necessidade urgente de concretizar o IC3 [itinerário complementar]", afirmou à Lusa o presidente da Câmara da Chamusca, Bruno Mira.
O fecho atual da ponte na Estrada Nacional (EN) 243 deveu-se inicialmente, na quinta-feira passada, à submersão do acesso à travessia, provocada pelo galgamento do Dique dos 20, do lado da Golegã.
Cerveira interdita trânsito na frente ribeirinha por risco de cheia do rio Minho
A Câmara de Vila Nova de Cerveira anunciou o corte de circulação na Avenida de Tomiño, por risco de cheias causadas pelo rio Minho.
Numa publicação na sua página oficial no Facebook, a autarquia do distrito de Viana do Castelo refere que "há risco de cheias previsto para as próximas horas", o que obrigou ao corte de trânsito naquela artéria situada na frente ribeirinha.
A circulação está interdita entre a entrada para a piscina municipal e o cais do rio Minho.
O corte, que entrou em vigor esta quarta-feira às 17h00, irá manter-se "por tempo indeterminado até avaliação definitiva das consequências".
Vodafone com serviço móvel acessível a 93% e 94% da fixa recuperada
A Vodafone repôs o funcionamento de 85% das 987 estações móveis inicialmente sem serviço, tornando o serviço móvel esteja acessível a 93% das populações das zonas afetadas, e 94% da rede fixa está recuperada, disse à Lusa fonte oficial.
"A Vodafone mantém todas as suas equipas técnicas no terreno - de aproximadamente 800 pessoas, no total -, com o objetivo de normalizar a sua operação na sequência do impacto causado pelas intempéries", referiu a mesma fonte.
Resultado deste trabalho, "a rede móvel já foi reativada em todos os concelhos onde a depressão Kristin teve maior impacto".
Ou seja, foi reposto "o funcionamento de 85% das 987 estações móveis inicialmente sem serviço, permitindo que o serviço móvel já esteja acessível a cerca de 93% das populações nas zonas afetadas".
No que diz respeito à rede fixa, "94% já se encontra recuperada neste mesmo território".
Contudo, "a reposição integral desta rede depende ainda, sobretudo, do restabelecimento do fornecimento de eletricidade - designadamente, neste caso, até à habitação/instalação dos clientes".
PSD propõe comissão no parlamento para prevenção e combate às catástrofes
O PSD propôs a constituição, no parlamento, de uma Comissão Eventual de Prevenção e Combate às Catástrofes Naturais para acompanhar a resposta aos lesados, apresentar um relatório final e funcionar até ao final da presente legislatura.
Este projeto de resolução tem como primeiro subscritor o líder da bancada social-democrata, Hugo Soares, e deverá ter uma composição de acordo com a representatividade parlamentar de cada bancada.
"Tem como objetivo garantir a transparência ao nível da informação partilhada, criar uma articulação com a Estrutura de Missão, acompanhar e monitorizar a resposta aos lesados, promover uma política de prevenção sustentada no envolvimento e diálogo entre os diferentes agentes com responsabilidades nessas matérias, consagrar a pertinência dessa prevenção junto da sociedade civil, assim como envolver todos os partidos com assento parlamentar na Assembleia da República", lê-se no diploma da bancada social-democrata.
Retirados 48 moradores de Porto Brandão para a Trafaria
Quarenta e oito pessoas foram hoje retiradas de Porto Brandão, no concelho de Almada, por via fluvial, numa operação integrada na evacuação daquela localidade devido ao deslizamento de terras, disse o presidente da Transtejo-Soflusa.
Em declarações à agência Lusa, Rui Ribeiro Rei precisou que foram transportadas 48 pessoas, cinco viaturas e seis animais de estimação.
"Fizemos esse transbordo às três e meia da tarde e continuamos disponíveis para o que for necessário fazer", disse.
Lusa
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Donativos da renúncia quaresmal dos Açores entregue à Cáritas de Leiria
Os donativos provenientes da renúncia da Quaresma na diocese de Angra, nos Açores, vão reverter este ano para a Cáritas de Leiria, para fazer face às consequências dos estragos causados pelo mau tempo, foi esta quarta-feira divulgado.
Segundo um comunicado da diocese, o Conselho Presbiteral, que esteve reunido em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, "deliberou que o destino da Renúncia Quaresmal deste ano seja entregue à Caritas Diocesana de Leiria para fazer face às consequências dos estragos causados pelas recentes intempéries".
Entretanto, dada a situação existente na diocese de Leiria, a congénere de Angra "irá antecipar já uma verba de 40 mil euros para fazer face à ajuda de emergência" e apoiar as vítimas da tempestade Kristin.
"A decisão, apoiada pelo Conselho Presbiteral na sessão plenária que terminou esta terça-feira em Angra do Heroísmo, será agora formalizada para que a ajuda possa chegar sem demora às necessidades mais urgentes no terreno", adiantou o sítio Igreja Açores.
Com a antecipação desta verba, a diocese açoriana "pretende tornar mais rápida e eficaz a resposta solidária, não esperando pela recolha integral das ofertas quaresmais".
Queda de árvore em Coimbra provoca libertação de grande quantidade de gás
A queda de uma árvore sobre uma caixa de abastecimento de gás natural provocou, esta tarde, em Coimbra, uma grande libertação daquele combustível, sem causar feridos ou estragos, disse à agência Lusa fonte dos Bombeiros Sapadores.
"Era uma situação com alguma perigosidade devido à libertação permanente de grande quantidade de gás para a via pública, com carros muito próximos, mas quando chegámos conseguimos fechar a torneira de segurança e acionar técnicos especializados", explicou o chefe Bruno Serra.
Segundo o bombeiro, tratava-se de uma árvore de grande porte que caiu cerca das 14h30 sobre uma caixa de abastecimento da rua Afonso Romão, que alimenta os serviços sociais dos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Para o local, foram também acionadas duas equipas de sapadores florestais da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, que procederam ao corte da árvore para os técnicos de gás procederem à reparação da fuga, que cerca das 16h10 estava finalizada.
No local estiveram os Bombeiros Sapadores de Coimbra com 23 operacionais e sete viaturas.
Marinha Grande suspende receção de donativos por falta de armazenamento
O Município da Marinha Grande anunciou que suspendeu a receção de donativos, incluindo bens essenciais e materiais de construção, por falta de capacidade de armazenamento.
Segundo a autarquia, nas últimas semanas o volume de doações ultrapassou a capacidade logística disponível, o que obriga a "uma pausa para reorganização e distribuição dos bens já entregues".
"Esta é uma medida estritamente temporária", garantiu a Câmara da Marinha Grande, no distrito de Leiria, na nota de imprensa.
Pombal com inundações e cheias apela à população para evitar circular
O concelho de Pombal, no distrito de Leiria, regista inundações, cheias e deslizamentos de terras devido à forte precipitação, disse à agência Lusa o coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil de Pombal, Hugo Gonçalves.
Segundo Hugo Gonçalves, também comandante dos Bombeiros Voluntários de Pombal, há situações relacionadas com a subida do caudal dos rios Arunca e Anços, que está a ser monitorizada.
Explicando haver habitualmente zonas do concelho que têm cheias quando o caudal do rio Arunca sobe, o responsável da Proteção Civil notou, contudo, que "o que se está a passar agora" é que há locais onde se desconhecia que "eram suscetíveis de ter cheias", mas "estão a ter".
Além daqueles dois rios, Hugo Gonçalves apontou ainda o rio Cabrunca e a ribeira de Carnide, "linhas de água importantes para o concelho que estão a ser monitorizadas".
Por outro lado, o coordenador adiantou que os terrenos "estão com muita acumulação de água, já não conseguem reter a água e, obviamente, provocam muitos deslizamentos de terra, de taludas e, inclusivamente, deslizamento de vertentes", alguns com gravidade, tendo num caso obrigado à retirada de duas pessoas de uma habitação.
Quanto a inundações, sem conseguir precisar o número, Hugo Gonçalves esclareceu que "têm sido prontamente identificadas e com a ação dos bombeiros de Pombal e com o apoio de outros bombeiros", decorrem trabalhos de "remoção de água de casas, de terrenos ou de poços de pessoas que não têm eletricidade e que não conseguem retirar a água".
À população, Hugo Gonçalves pediu para que "usem as vias [rodoviárias] o menos que puderem" e só o façam "para as situações que sejam realmente necessárias e básicas".
"Evitem deslocações, mantenham-se em casa e cumpram as orientações todas da Proteção Civil e das autoridades", apelou, notando que "os deslizamentos de vertentes e de taludes e de terras e desabamentos têm sido mais visíveis nas estradas e quanto menos pessoas circularem, melhor é para a segurança delas" e para o trabalho dos bombeiros.
Suspensa circulação de Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte
A circulação de comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte, que liga Lisboa e o Porto, encontra-se suspensa, registando-se também perturbações nas linhas da Beira Baixa, Beira Alta, Cascais, Douro, Oeste e Urbanos de Coimbra.
"Na Linha do Norte, e até informação em contrário, não se efetuam comboios Alfa Pendular", indicou a CP - Comboios de Portugal, num ponto de situação às 13:00, referindo que durante todo o dia de quarta-feira não se prevê também a realização de comboios Intercidades, devido ao mau tempo.
Segundo a transportadora, na Linha do Norte realizam-se os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, entre Coimbra--Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.
Em resultado dos efeitos do mau tempo, a circulação ferroviária está também suspensa na Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda.
A circulação de comboios continua igualmente com constrangimentos na Linha de Cascais, na qual há alterações nos horários, pelo que se recomenda a sua consulta no 'site' cp.pt, e na Linha da Beira Alta, em que o serviço Intercidades entre Coimbra B e Guarda se realiza com recurso a material circulante diferente do habitual.
Está também suspensa a circulação na Linha do Douro entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e nos Urbanos de Coimbra, informou a CP, acrescentando que não se prevê o funcionamento do serviço de Comboio Internacional Celta.
"Portugal Acolhe" conta agora com 27 unidades hoteleiras e de alojamento local
O programa do Turismo de Portugal que pretende assegurar alojamento de emergência às famílias afetadas pelas tempestades conta até esta hora com 27 adesões entre unidades hoteleiras e alojamento local, sobretudo no centro, confirmou a Lusa no site da entidade.
"A resposta é sim. Estamos convocados, estamos a participar [no 'Portugal Acolhe']", disse o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Bernardo Trindade, num encontro com os jornalistas, no Porto, onde começa hoje o 35.º Congresso Nacional da AHP.
Lusa
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Câmara de Coruche alerta para subida do rio e apela à retirada de bens de zonas ribeirinhas
A Câmara Municipal de Coruche alertou hoje para a possibilidade de subida do nível do rio ao longo do dia, apelando à população que retire viaturas e outros bens das zonas ribeirinhas, de forma a prevenir danos materiais.
Em comunicado, a autarquia do distrito de Santarém refere que as previsões meteorológicas e hidrográficas apontam para níveis "similares aos registados na madrugada de 08 de fevereiro", recomendando que residentes e proprietários procedam "tal como nas ocorrências anteriores", adotando medidas de proteção de pessoas e bens.
O município solicita também aos proprietários de estabelecimentos comerciais instalados na zona baixa da vila que estejam atentos à evolução da situação e tomem precauções adequadas para salvaguardar o seu património.
Lusa
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Pampilhosa da Serra alerta para risco de inundações provocadas pelo rio Unhais
A Câmara da Pampilhosa da Serra alertou esta tarde para a possibilidade de inundações em zonas historicamente mais vulneráveis do concelho devido à previsão de subida significativa do caudal do rio Unhais nas próximas horas.
Em comunicado, aquela autarquia do interior do distrito de Coimbra salientou que o caudal daquele afluente do rio Zêzere vai aumentar devido à chuva intensa e persistente das últimas horas e à necessidade de descargas da Barragem de Santa Luzia.
O aumento do caudal representa, segundo o município, especial risco para as habitações e espaços comerciais situados junto ao rio na vila de Pampilhosa da Serra, aldeias localizadas nas margens e áreas ribeirinhas e zonas tradicionalmente inundáveis.
Lusa
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Tejo mantém alerta vermelho por subida de caudais com chuva a provocar aluimentos
O rio Tejo registou uma subida considerável durante a noite, mantendo-se o alerta vermelho e a vigilância de pessoas e bens, com a chuva persistente a provocar muitos aluimentos de terras, indicou a Proteção Civil do Médio Tejo.
"O Tejo teve aqui uma subida, vamos dizer que exponencial, mas nada parecida com a do dia 05, em que atingiu os 8.600 metros cúbicos por segundo (m3/s). Em princípio, não irá atingir esses limites, mas estamos sempre condicionados pela pluviosidade e pelas albufeiras, tanto do Zêzere, em Castelo de Bode, como as albufeiras do Tejo em Portugal e as barragens espanholas", disse esta quarta-feira à Lusa o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato, em ponto de situação às 13:55.
Lusa
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Montenegro diz entender as razões pelas quais a ministra se demitiu
O primeiro-ministro está em Coimbra com o Presidente da República a visitar as zonas afetadas pelo mau tempo. Luís Montenegro afirmou que o possível está a ser feito para garantir que a situação não piora.
Relativamente ao estado do rio Mondego, o Primeiro-Ministro admitiu que está "no limiar da capacidade", devido ao risco de os diques rebentarem.
Luís Montenegro disse ainda que entendia as razões que levaram a ministra da administração interna a apresentar a sua demissão esta quarta-feira. E deixou uma "palavra de grande confiança" a todos os que trabalham no terreno para garantir a segurança da população.
Mais de três dezenas de vias condicionadas no distrito do Porto, 20 por inundações
Mais de três dezenas de estradas estavam hoje, pelas 13:30, condicionadas ao trânsito em nove concelhos do distrito do Porto, 20 das quais por inundações, sobretudo em Gondomar, revelou a GNR.
Em Gondomar são 15 as ruas, avenidas, estradas municipais ou caminhos condicionados, nomeadamente a Rua da Praia (Jovim), as ruas da Lavandeira, Picoto e Ferreira, bem como a Avenida Foz do Sousa e o caminho de acesso ao Parque de Travassos (todas na Foz do Sousa), a Rua Além do Rio (Covelo), a Estrada Municipal 615-3 (Medas), e as ruas Nova Lamas, S. Bartolomeu, Montezelo, Portagem e Praia (Melres), todas por inundação.
Já dois desmoronamentos obrigaram ao condicionamento da Calçada da Serra (Covelo) e da Rua Beira Rio (Zebreiros), também em Gondomar.
Lusa
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Farmácia provisória deverá abrir hoje em Alcácer do Sal
Uma farmácia provisória deverá começar a funcionar esta quarta-feira em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, depois de as duas existentes na cidade terem fechado devido aos danos provocados pelas cheias, revelou a presidente do município.
A autarca de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, explicou à agência Lusa que a farmácia provisória da Santa Casa da Misericórdia local vai funcionar num edifício localizado numa zona alta da cidade alentejana.
"É um local provisório, só para podermos dar resposta à população, porque as duas farmácias que tínhamos ficaram inundadas e as mais próximas ficam no Torrão", neste concelho, em Águas de Moura, no concelho de Palmela, ou em Grândola, disse.
Lusa
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Bacia do Mondego está de novo em situação de risco
O rio Mondego voltou esta quarta-feira a atingir a situação de risco, a exemplo do sucedido no sábado, com um nível hidrométrico acima dos quatro metros na ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra.
A estação hidrométrica de Santa Clara apresentava, pelas 13h00, um nível de 4,08 metros, o mais alto desde o início das inundações na zona do Baixo Mondego.
Segundo dados do portal Info Água, consultados pela agência Lusa, para além da altura de água na ponte de Santa Clara, em nível de risco (vermelho), o débito de água a jusante, na Ponte-Açude, ultrapassou às 12h00 desta quarta-feira os 1.900 m3/s e continua a subir.
Lusa
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Proteção Civil diz que Coimbra é a situação "mais preocupante"
O comandante nacional da Proteção Civil disse hoje que a situação "mais preocupante" é na zona de Coimbra devido ao "risco significativo" de rutura de um dos diques do Mondego e alertou para a continuação de cheias e derrocadas.
"A situação mais preocupante neste momento é no Mondego devido ao risco significativo de poder existir alguma rutura num dos diques. São 30 quilómetros de diques, desde a zona de Coimbra até à Figueira da Foz", disse Mário Silvestre, na conferência de imprensa diária para fazer um ponto de situação das cheias no país realizada na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
O comandante da ANEPC explicou que as pessoas que moram naquela zona foram "previamente alertadas", tendo existido um trabalho de planeamento, e as zonas de concentração e acolhimento da população "já estão montadas e preparadas para receber essas pessoas".
"Neste momento há um trabalho em curso", afirmou, avançando que foi dada prioridade às pessoas idosas, tendo sido evacuados em primeiro lugar os lares de terceira idade que estavam naquela zona.
Lusa
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Leitão amaro afirma que "foco do Governo" é apoiar as pessoas
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse esta quarta-feira que o "foco do Governo" é apoiar as pessoas, escusando-se a responder sobre quem será o próximo ministro da Administração Interna.
"O nosso foco no Governo, como desde a madrugada do dia 28 [de janeiro], é o mesmo, apoiar as pessoas, socorrer, socorrer depressa, prevenir os riscos, sempre e na medida do possível, mas com toda a nossa mobilização, e fazer uma recuperação rápida que está a chegar às empresas, às famílias", afirmou o ministro, que falava aos jornalistas na Assembleia da República.
Lusa
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“Estou com medo de estar aqui”: idosa reza para que diques não rebentem no rio Mondego
Mulher está em casa de outra pessoa para não ficar sozinha, caso tenha de abandonar de imediato a vila de Taveiro, em Coimbra.
Câmara de Leiria já gastou 12 milhões de euros em trabalhos de limpeza e recuperação
O Município de Leiria já gastou 12 milhões de euros (ME) em trabalhos de limpeza e recuperação na sequência da depressão Kristin que, há 15 dias, atingiu o concelho, anunciou esta quarta-feira o presidente, Gonçalo Lopes.
"A Câmara de Leiria gastou em 15 dias de guerra 12 milhões de euros", afirmou Gonçalo Lopes, numa sessão de apresentação e esclarecimento das medidas de apoio às empresas afetadas pelo mau tempo, em Leiria.
Lusa
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Avenida em Alcácer do Sal novamente inundada pelas águas do rio Sado
A Avenida dos Aviadores, em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, voltou esta quarta-feira de manhã a ficar inundada, devido à subida do caudal do rio Sado, revelou a presidente da câmara municipal.
Em declarações à agência Lusa, Clarisse Campos explicou que o caudal do rio subiu porque "o período de maré cheia, que atingiu o pico às 11:30, coincidiu com as descargas das barragens", devido à chuva.
Lusa
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E-Redes ainda com 39 mil clientes sem energia às 08h de hoje
Um total de 39 mil clientes da E-Redes continuava às 08h de esta quarta-feira, sem abastecimento de energia elétrica em Portugal continental, devido a avarias, a maioria deles em zonas afetadas pela depressão Kristin, anunciou a empresa.
Segundo a E-redes, nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin, que ocorreu há 15 dias, cerca de 30 mil clientes continuavam esta quarta-feira sem energia.
Numa nota, a empresa destacou que, nestas zonas, foi restabelecido o fornecimento de energia a cerca de 970 mil clientes desde a passagem da depressão Kristin, em 28 de janeiro.
Na terça-feira, no balanço anterior, a E-Redes tinha indicado que, pelas 16:00, estavam 46 mil clientes por alimentar em todo o território continental, dos quais "cerca de 35 mil clientes na zona da depressão Kristin".
Lusa
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Reaberta ponte em Paredes após descida do caudal do rio Sousa
A ponte de Alvre, em Paredes, que foi fechada na terça-feira devido ao transbordo do rio Sousa, afluente do rio Douro, foi esta quarta-feira reaberta, permanecendo neste concelho cinco estradas fechadas, indicou fonte da autarquia local.
À Lusa, num ponto de situação cerca das 11:30 sobre ocorrências relacionadas com o mau tempo, fonte desta autarquia do distrito do Porto indicou que a ponte que liga a localidade de Alvre, na freguesia de Sobreira (concelho de Paredes), à zona da EN319-2/rotunda de acesso à A41 na margem norte do rio Sousa foi reaberta.
Permanecem fechadas as ruas da Estrebuela (Paredes), Venda Nova e Carreira (ambas em Mouriz), Rua Professor José Joaquim Castro (Sobrosa), bem como a Rua Outeiro do Moinho (Beire).
Lusa
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Deslocados por deslizamentos de terras em Ponte da Barca sem data para voltar a casa
As 23 pessoas retiradas de casa na terça-feira, por precaução, devido a deslizamentos de terras em Ponte da Barca não têm previsão de quando poderão regressar às habitações, disse esta quarta-feira fonte dos bombeiros.
Contactado pela agência Lusa, o segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, João Vieira, disse que os trabalhos de avaliação da situação das casas atingidas na terça-feira por deslizamentos de terras "estão suspensos por falta de condições de segurança".
"As equipas têm andado no terreno a fazer reconhecimentos, mas ainda há muita água nos terrenos e é impossível ir ao terreno. Continuam a ocorrer deslizamentos e, por esse facto, não há condições de segurança, nem para garantir que as pessoas possam regressar a casa", especificou.
Lusa
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Reposição de antenas do SIRESP destruídas custa seis milhões de euros
A reposição de antenas da rede de comunicação de emergência SIRESP destruídas pela passagem da depressão Kristin vai ter um custo de "cerca de seis milhões de euros", informou hoje o ministro da Presidência.
Em audição hoje de manhã na Comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, António Leitão Amaro admitiu que existiu uma falha do SIRESP aquando da tempestade Kristin.
O ministro salientou que, ao contrário de ocasiões como o apagão, a falha deveu-se à "destruição física de antenas SIRESP", cuja reposição custa "cerca de seis milhões de euros".
O governante acrescentou que o investimento foi já aprovado pelo executivo.
Lusa
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Galp ativa plano de 6,5 milhões de euros para apoiar populações afetadas
A Galp anunciou esta quarta-feira a ativação de um Plano Extraordinário de Apoio às populações e territórios afetados pelo mau tempo, no valor global de 6,5 milhões de euros.
Segundo este plano, a Galp "irá apoiar com dois milhões de euros a Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, criada pelo Governo para coordenar e monitorizar os projetos de recuperação e reconstrução de infraestruturas afetadas, como escolas, hospitais e outros equipamentos locais", segundo indicou em comunicado.
Além disso, o plano contempla uma "campanha de apoio direto às populações, no valor total de 2,5 milhões de euros, através de donativos de um milhão de euros à Cruz Vermelha Portuguesa para operações de emergência, um milhão de euros à Rede de Emergência Solidária para apoio imediato e pós-emergência a instituições sociais e famílias sinalizadas e uma campanha de solidariedade em parceria com a Missão Continente com uma contribuição adicional da Galp de até 500 mil euros".
Lusa
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Crianças vão para a escola acompanhadas por elementos da junta de freguesia do Cartaxo devido ao mau tempo
População de Taveiro é aconselhada a sair de casa por precaução devido ao mau tempo
Prejuízos na Golegã são "incalculáveis" e exigem apoio externo
O presidente da Câmara Municipal da Golegã afirmou hoje que os prejuízos causados pelas recentes cheias no concelho são "incalculáveis", alertando para estragos em infraestruturas, arruamentos, pontes e edifícios, além de cortes de vias que continuam ativos.
Em declarações à Lusa, o autarca sublinhou que as cheias e a chuva intensa das últimas semanas provocaram danos "muito elevados", afetando arruamentos, diques, pontes e edifícios municipais e privados.
"Neste momento, os prejuízos são incalculáveis. As estimativas que tínhamos estão desatualizadas, vão ter valores muito superiores", afirmou.
O presidente da autarquia frisou que "é impossível ao município suportar sozinho" o esforço de reconstrução, defendendo um reforço da intervenção das entidades nacionais.
Lusa
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Câmara de Rio Maior assegura transporte para votação no domingo
A Câmara Municipal de Rio Maior vai assegurar circuitos de transporte para as freguesias onde as eleições Presidenciais foram adiadas para o próximo domingo e que se mantêm com acessos condicionados devido ao corte de estradas.
A autarquia, do distrito de Santarém, em articulação com a Comissão Nacional de Eleições (CNE), "implementou medidas excecionais com o objetivo de garantir que todos os eleitores possam exercer o seu direito de voto com a maior normalidade possível", informou o município, em comunicado.
Face à manutenção dos cortes de vias na localidade de Fonte Longa e na ligação Azinheira -- Quintas, o município vai assegurar circuitos de transporte para os eleitores que irão votar na freguesia de Alcobertas e na secção de voto de Azinheira.
Lusa
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Noite tranquila em Ovar onde mercado municipal está disponível para estacionamento
A noite foi "tranquila" em Ovar em termos de mau tempo, disse esta quarta-feira de manhã fonte dos bombeiros locais, e a Câmara continua a disponibilizar o recinto do Mercado Municipal para estacionamento de viaturas habitualmente parqueadas junto ao rio.
A medida foi implementada por essa autarquia do distrito de Aveiro para garantir um espaço de estacionamento mais seguro aos moradores que residem junto ao rio Cáster, para evitar situações como a que terça-feira levou à inundação de carros e garagens coletivas devido ao rápido extravasar desse curso de água no centro da cidade.
"O Mercado Municipal estará aberto e disponível para estacionamento gratuito. Com esta medida, a autarquia procura colmatar os problemas resultantes das cheias verificadas no centro da cidade nas últimas horas", disse fonte da Câmara.
Com situação de calamidade decretada desde 01 de fevereiro, o Município de Ovar tem tido várias ruas cortadas temporariamente, devido a lençóis de água, estando a Comissão Municipal de Proteção Civil a fazer "um acompanhamento permanente no terreno da evolução das intempéries".
Mesmo assim, a Câmara apela a que a população antecipe situações de risco e adote "comportamentos preventivos", como o de evitar a circulação e o estacionamento junto ao rio, em zonas de ria e em praias com grande agitação marítima, como as do Furadouro e Maceda.
Lusa
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Localidade de Porto Brandão em Almada evacuada por risco de deslizamento de terras
A localidade de Porto Brandão, no concelho de Almada, começou esta quarta-feira a ser evacuada devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas, disse à Lusa a presidente da autarquia.
"Neste momento, o que está em curso é, de facto, um processo de evacuação de Porto Brandão, porque aí é que se teme uma derrocada maior que pode cortar os acessos" à localidade, explicou Inês de Medeiros.
A autarca disse que a operação está em curso, pelo que não sabe ainda o número exato de pessoas que terão de sair da zona.
"Já muitas pessoas têm saído nos últimos 10 dias, porque temos vindo a monitorizar a situação. A chuva não para e aquilo tem vindo a agravar-se", disse.
A estrada de Porto Brandão já se encontra interditada a viaturas, e, por esse motivo, a Estação Fluvial encontra-se encerrada, pelo que o serviço de transporte de passageiros encontra-se temporariamente limitado a Trafaria -- Belém, sendo realizado de acordo com os horários em vigor.
Lusa
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Figueira da Foz com novo acesso alternativo para viagens de e para Coimbra
O município da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, encerrou esta quarta-feira ao trânsito a Estrada Nacional 347, que liga a freguesia de Santana ao concelho de Montemor-o-Velho, devido ao excesso de água.
A ligação, que dava acesso também à Autoestrada 14, em Montemor-o-Velho, tem como alternativa a ligação por Quinhendros, Gatões e Ferreira-a-Nova, disse à agência Lusa o vereador Manuel Domingues.
A anterior ligação, que passava por Maiorca, foi cortada devido ao excesso de água da ribeira de Foja.
O vereador Manuel Domingues adiantou ainda que, na manhã desta quarta-feira, não existem povoações em risco com a subida do leito do rio Mondego
A A14 mantém-se cortada nos dois sentidos entre os nós de Montemor-o-Velho e da A17 no sentido Coimbra -- Figueira da Foz.
Lusa
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Família de Amares realojada devido à subida do rio Homem
Uma família residente em Rendufe, no concelho de Amares, distrito de Braga, foi esta quarta-feira retirada por prevenção da habitação e realojada temporariamente por risco de inundação devido à subida do caudal do rio Homem, indicou a Proteção Civil.
Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional do Cávado da Autoridade Nacional Emergência e Proteção Civil (ANEPC) explicou que a família, de três adultos, foi retirada de forma "preventiva" da casa, situada na freguesia de Rendufe, face ao elevado caudal do rio Homem.
Segundo Manuel Moreira, na região do comando sub-regional do Cávado, que abrange os concelhos de Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde, nos últimos dias houve pequenas ocorrências, como inundações e alguns deslizamentos de terras, mas sem o registo de vítimas ou de danos materiais significativos.
Este operacional alertou, contudo, para o "período crítico" que se prevê que aconteça durante a tarde, com a previsão de precipitação intensa e a provável e necessária descarga de barragens, perante o acumular de água.
O comandante do sub-regional do Cávado dá conta de que tem havido coordenação com várias entidades, como os municípios da região ou a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), nomeadamente quanto à questão da gestão das barragens.
Na região vizinha do Ave, que abrange os concelhos de Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela, há igualmente o registo de pequenas ocorrências relacionadas com o mau tempo.
Em declarações à Lusa, o comandante sub-regional do Ave da ANEPC, Rui Costa, reiterou a preocupação face às previsões de chuva forte para a tarde desta quarta-feira, considerando ser também o "período mais crítico", agravado pela situação de saturação dos solos e de "novas descargas de barragens".
Desde sexta-feira que um casal residente na localidade de Mouquim, concelho de Vila Nova de Famalicão, continua alojado num hotel, providenciado pelos Serviços Municipais e Proteção Civil de Famalicão, devido à queda de um muro.
Desde sábado, em Cabeceiras de Basto, que um outro casal está também realojado, providenciado pela Ascendi, devido à cedência de um talude de terrenos, propriedade desta gestora de autoestradas.
Lusa
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Mau tempo provoca inundações em casas no Vale de Milhaços no Seixal
O mau tempo provocou inundações no Vale de Milhaços, na freguesia de Corroios, no Seixal. Ao que o CM apurou, 14 casas foram afetadas e existem algumas sem condições de habitabilidade. Os moradores estão empenhados nas limpezas.
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Correio da Manhã
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Sabrosa prolonga Situação de Alerta Municipal até domingo
A Câmara de Sabrosa prolongou até domingo a Situação de Alerta de Âmbito Municipal devido à chuva intensa que se tem verificado e que, em duas semanas, provocou 61 ocorrências neste concelho do distrito de Vila Real.
O município declarou na quinta-feira a Situação de Alerta e o seu prolongamento entra hoje em vigor e prolonga-se até domingo, em consequência das condições meteorológicas adversas que também se têm feito sentir neste território, com muita chuva e vento.
O vereador com o pelouro da Proteção Civil, António Araújo, disse hoje à agência Lusa que, em duas semanas, concretamente desde o dia em que a tempestade Kristin assolou o país, foram registadas 61 ocorrências neste concelho, com área inserida na Região Demarcada do Douro (RDD).
Em concreto, entre outros, contabilizam-se 28 movimentos de massas e taludes, 16 quedas de muros, quatro edifícios atingidos, um armazém e três casas, sem que tenha sido necessário realojar moradores, e hoje há duas estradas cortadas naquele concelho: a Estrada Municipal (EM) 590, junto ao Cais da Foz (em frente ao Pinhão), na União de Freguesias de Provesende, Gouvães do Douro e São Cristóvão do Douro, e entre Covas e Donelo.
António Araújo apontou ainda para prejuízos em vinhas e outras explorações agrícolas e sublinhou que, até agora, a principal função tem sido desobstruir vias e dar segurança às pessoas, e só depois de se verificar uma melhoria das condições meteorológicas é que vai ser feito um levantamento dos estragos.
"Mas temos conhecimento de muitas situações em que paredes caíram, houve deslizamentos de terras e, portanto, há muita área agrícola atingida com estas intempéries", referiu.
A declaração de Situação de Alerta tem como objetivo assegurar a coordenação institucional e operacional das entidades envolvidas, reforçar a capacidade de resposta municipal dos agentes de protesto civil e entidades com dever de cooperação e permitir a adoção célere de medidas excecionais, sempre que necessário, face à iminência ou ocorrência de situações de risco.
O vereador apelou ainda à população para tenha cuidado e não se exponha a riscos.
No distrito de Vila Real, também as Câmaras de Santa Marta de Penaguião e de Mesão Frio declararam a Situação de Alerta de Âmbito Municipal.
Estes três municípios do Douro, no sul do distrito de Vila Real, não foram incluídos nem na situação de calamidade, nem de contingência declaradas até domingo.
Lusa
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Mercado Municipal de Coimbra encerrado ao público
O Mercado Municipal D. Pedro V, na cidade de Coimbra, foi encerrado ao público por causa da instabilidade registada no talude da Cerca de Santo Agostinho, informou esta quarta-feira a Câmara Municipal.
"Por decisão da presidente da Câmara Municipal de Coimbra e da Proteção Civil, o Mercado Municipal D. Pedro V encontra-se encerrado ao público. A decisão deve-se à instabilidade do talude da Cerca de Santo Agostinho", referiu a Câmara.
De acordo com a autarquia de Coimbra, esta é uma decisão que surge depois de várias semanas de chuvas intensas e sucessivas tempestades.
Lusa
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Distrito de Aveiro com 63 estradas interditas ou condicionadas devido ao mau tempo e aumento dos caudais de rios
O distrito de Aveiro tem esta quarta-feira 63 vias interditas ou condicionadas devido ao mau tempo e ao aumento dos caudais dos rios, com Águeda e Estarreja entre os concelhos mais afetados, informou a GNR.
De acordo com a última atualização feita esta quarta-feira, às 08h30, pela GNR sobre o estado das vias rodoviárias no distrito de Aveiro, há 63 estradas, entre nacionais, regionais e municipais, interditas ou condicionadas devido a inundação, desmoronamento e abatimento do piso.
Lusa
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Utentes de regresso ao lar da Misericórdia de Mértola depois de terem sido retirados devido à subida da água no Guadiana
Os utentes do lar da Misericórdia de Mértola, no distrito de Beja, estão esta quarta-feira de regresso à instituição, depois de terem sido retirados do local, em 04 de fevereiro, devido à subida da água do Rio Guadiana.
Em declarações à agência Lusa, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mértola (SCMM), José Alberto Rosa, confirmou que os utentes começaram a ser transportados desde o lar de São Miguel do Pinheiro, onde estavam alojados, para a vila alentejana esta quarta-feira de manhã, numa operação que deve estar concluída "perto da hora de almoço".
"Esta tarde já devemos ter todo o pessoal aqui", afirmou.
Segundo o dirigente, estão de regresso ao lar 71 dos 72 utentes retirados na noite de 04 de fevereiro, continuando o outro em casa de familiares.
O transporte dos utentes desde São Miguel do Pinheiro para Mértola está a ser assegurado pelo autocarro da instituição no caso dos utentes "mais ativos" e "com mais mobilidade", explicou José Alberto Rosa.
"Os outros vão vir em carrinhas adaptadas e os bombeiros também vão buscar as duas ou três pessoas que têm de ser transportadas em maca", acrescentou o provedor.
Os utentes da SCMM estiveram uma semana no lar de São Miguel Pinheiro, inaugurado no ano passado, mas que ainda não tinha entrado em funcionamento, o que causou alguns constrangimentos logísticos na atividade da instituição.
"A comida era confecionada em Mértola, a roupa também era lavada aqui e tínhamos de andar para trás e para a frente com o pessoal. Isto criava uma situação logística muito delicada e complicada, que não podia também prolongar-se por muito tempo, porque as pessoas já estavam exaustas", reconheceu o provedor.
A par dos utentes do lar, também os beneficiários do centro de dia estão esta quarta-feira de regresso às instalações da SCMM, na Achada de São Sebastião, junto às margens do Guadiana.
Lusa
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Medidas cautelares "permanentemente reforçadas" no distrito do Porto
O distrito do Porto registou 14 ocorrências durante a noite depois de na terça-feira ter registado 322, mas as medidas cautelares serão "permanentemente reforçadas" face aos "vários riscos" associados ao mau tempo, disse fonte da Proteção Civil.
"As principais preocupações neste momento, face à situação que se vive de precipitação intensa e a saturação dos solos pela acumulação das águas, é gerir aquilo que possa vir a acontecer com medidas cautelares em permanente reforço. Todos os serviços municipais de proteção civil estão a trabalhar nesse sentido", disse o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto (AMP), Albano Teixeira.
Num ponto de situação à agência Lusa, cerca das 10:00, o comandante referiu que entre as 20h00 de terça-feira e a 08h00 foram registadas apenas 14 ocorrências, depois de nas últimas 24 horas o número ter superado as três centenas.
"Ontem [terça-feira] foram 322. Com retirada de pessoas tivemos [ocorrências] em Canedo, Santa Maria da Feira, duas pessoas, e oito em Modivas, Vila do Conde. A situação de Avintes [Vila Nova de Gaia] está controlada porque o serviço municipal está a acompanhar permanentemente e para já não houve a necessidade de se proceder a evacuações antecipadas", descreveu.
Quanto às 322 ocorrências de terça-feira, destacou 241 inundações, 20 deslizamentos/movimentos de terras, 18 quedas de estrutura, 17 quedas de árvore, e quatro desabamentos.
Sobre o rio Douro, Albano Teixeira admitiu preocupações para a zona da Ribeira, no Porto, "porque as barragens estão completamente cheias, a fazer a gestão dos caudais a montante".
O Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil da AMP está ativo até domingo.
Esta ativação decorreu da declaração de contingência decretada pelo Governo.
"Nós ativamos o plano distrital de emergência com data coincidente com a declaração de contingência. Se cessar, cessa o plano. Se continuar, prolongamos e sempre em permanente vigilância", vincou.
Lusa
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Risco de inundações aumenta em vários concelhos da região Oeste
A chuva persistente das últimas horas está a aumentar o caudal dos rios na região Oeste, levanto a Proteção Civil a apelar à população para se afastar de zonas ribeirinhas devido ao elevado risco de cheias.
"É preciso que as pessoas se afastem do rio, porque o rio subiu muito em Dois Portos e Runa e leva grande velocidade. Nunca esteve tão alto e há risco de transbordo" ao longo do seu curso, incluindo a cidade de Torres Vedras, alertou o vice-presidente da câmara, Diogo Guia.
Depois de já terem "retirado pessoas de casa hoje na Ponte do Rol", onde o rio tem provocado inundações, o autarca adiantou que há várias ruas da cidade a começar a encher-se de água, assim como em A-dos-Cunhados.
Lusa
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Massa de ar tropical poderá impedir chuva forte no Baixo Mondego
Portugal está sob efeito de uma massa de ar tropical, que poderá impedir precipitação forte no Baixo Mondego, embora as previsões apontem para chuva persistente durante o dia, disse fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Questionado pela agência Lusa sobre a neblina cerrada que se mantém, há três dias, na região de planície entre Coimbra e a Figueira da Foz, e o seu efeito na precipitação, o meteorologista do IPMA Jorge Ponte indicou que a situação não é exclusiva do Baixo Mondego e deve-se a uma massa de ar tropical - mais quente e húmido e com muito conteúdo em vapor de água -, que fez subir as temperaturas do ar e tem as neblinas e nevoeiros persistentes como característica.
Lusa
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Câmara de Castelo Branco lança campanha para reflorestar o concelho
A Câmara Municipal de Castelo Branco lançou uma campanha de reflorestação para o concelho para mitigar a queda de centenas de árvores na sequência na passagem das depressões Kristin e Leonardo pelo território.
"Agora é tempo de agir. É tempo de nos unirmos para replantar, cuidar e devolver o verde à nossa terra", sublinhou a autarquia.
A passagem das depressões Kristin e Leonardo deixaram marcas profundas no concelho provocando a queda de centenas de árvores que faziam parte da paisagem e da biodiversidade de Castelo Branco.
O município convida assim os cidadãos, escolas, associações e empresas a participar na construção da ação "Adote uma Árvore", uma iniciativa de voluntariado ambiental que pretende plantar novas árvores e garantir o seu acompanhamento ao longo do tempo.
"Cada participante poderá adotar uma árvore, acompanhando o seu crescimento e contribuindo ativamente para um futuro mais sustentável e resiliente".
Numa fase inicial, a Câmara de Castelo Branco quer auscultar ideias e sugestões dos munícipes sobre os locais prioritários para replantação, espécies autóctones mais adequadas e ações educativas, comunitárias ou de sensibilização ambiental.
Essas sugestões devem ser enviadas para o correio eletrónico da autarquia, camara@cm-castelobranco.pt.
Lusa
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Estrada em Torres Vedras colapsa
Parte da estrada da Rua Dr. Gomes Leal, em Torres Vedras, colapsou esta quarta-feira, devido ao mau tempo. De momento, a circulação automóvel faz-se apenas numa das vias.
A ocorrência já foi sinalizada pela Proteção Civil que criou um perímetro de segurança.
Maria Peleira Gouveia
JornalistaSeguir Autor:
Mais de metade do concelho de Vila de Rei continua com falha nas comunicações
Mais de metade do concelho de Vila de Rei continua com falhas nas comunicações e 25 pessoas estão ainda sem fornecimento de energia elétrica na sequência da passagem da depressão Kristin pela região, informou a Câmara Municipal.
"O município está a proceder ao apuramento do valor global dos prejuízos identificados, sendo os dados divulgados com a maior brevidade possível. Encontram-se igualmente em preparação um conjunto de medidas de apoio à população, com o objetivo de minimizar os danos provocados pela intempérie que assolou o território vilarregense", explicou este município do distrito de Castelo Branco.
Segundo a autarquia, neste momento, as principais preocupações concentram-se nas situações ainda pendentes de falta de fornecimento de energia elétrica, assim como na falha de comunicações, que continuam a afetar mais de metade do território concelhio.
À Lusa, o presidente da Câmara de Vila de Rei, Paulo César Luís, disse hoje que no concelho todas as antenas de telecomunicações foram afetadas, o que dificulta o restabelecimento normal das comunicações.
"O fornecimento de energia elétrica já foi reposto na aldeia de Lousa, encontrando-se atualmente a decorrer trabalhos de reposição nas localidades da Macieira, Malhada e Aivado. Persistem ainda constrangimentos na zona da Silveira, Ribeira, Sesmarias, Brejo Cimeiro e Boafarinha".
Algumas localidades continuam ainda a ser abastecidas por geradores, como Fernandaires, Pendal e Várzea D`Ordem.
A queda de árvores e ramos, quedas de postes e fios elétricos, obstrução de via pública, danos em coberturas e outras estruturas são também situações preocupantes que afetam o concelho.
O município continua a receber material doado, nomeadamente telhas, telhões e outros materiais de construção e todos aqueles que quiserem contribuir devem contactar o número 967 658 420, sendo a entrega efetuada junto ao edifício da Junta de Freguesia de Vila de Rei.
O levantamento dos estragos causados pela passagem da depressão Kristin encontra-se, desde terça-feira, a decorrer no Espaço Cidadão da Loja de Cidadão de Vila de Rei.
"Os munícipes deverão deslocar-se a este local para efetuar o respetivo registo, retirando senha e aguardando a sua vez. O horário de atendimento decorre das 09h00 às 16h00".
A autarquia pede ainda aos munícipes que comuniquem qualquer situação de falta de fornecimento de energia elétrica, através do número 966 039 780, com indicação da localidade, nome da rua e número de porta.
Este contacto deve ser igualmente utilizado para o reporte de qualquer outro assunto relacionado com a depressão Kristin.
Lusa
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Locais de apoio receberam 160 pessoas retiradas de zonas de risco de cheia em Coimbra
Os locais de acolhimento de Coimbra previamente definidos receberam 160 pessoas durante a noite, que tinham sido retiradas de zonas de risco de cheia no concelho, revelou esta quarta-feira fonte do município.
Às 4h30 desta quarta-feira, a escola de Taveiro tinha recebido 22 pessoas, a escola Inês de Castro 43 e o pavilhão Mário Mexia 95 idosos, disse à agência Lusa fonte oficial da Câmara de Coimbra.
Estas zonas de concentração e apoio à população (ZCAP) tinham sido definidas previamente e estão preparadas para acolher pessoas que precisem de ser retiradas de zonas onde está identificado o risco de cheia da bacia do Mondego.
O pavilhão Mário Mexia funciona como ZCAP para 95 idosos, retirados de três lares da freguesia de São Martinho do Bispo.
A ZCAP de Ceira, que também tinha sido acionada na noite de terça-feira, encontrava-se, às 04h30, sem qualquer pessoa, informou a mesma fonte.
De acordo com fonte oficial da proteção civil local, toda a população que poderá ser afetada "foi avisada".
Lusa
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Estação fluvial de Porto Brandão encerrada
A Estação fluvial de Porto Brandão, no concelho de Almada, estava às 09h00 desta quarta-feira encerrada, na sequência da interdição dos acessos rodoviários devido ao mau tempo, informou a Transtejo.
A Transtejo é responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa.
"O serviço de transporte de passageiros encontra-se temporariamente limitado a Trafaria-Belém, sendo realizado de acordo com os horários em vigor", refere a empresa no seu 'site'.
A Transtejo informa ainda que de momento, não é possível prever a retoma do serviço na Estação Fluvial de Porto Brandão.
A proteção civil registou entre as 00h00 de terça-feira e as 06h00 desta quarta-feira 1.576 ocorrências, entre inundações, quedas de árvores e deslizamentos, na Área Metropolitana do Porto, Coimbra e Aveiro, sem causar vitimas.
"Registámos 1.576 ocorrências, 322 das quais na Área Metropolitana do Porto, 342 na Região de Coimbra e 196 na Região de Aveiro", disse à Lusa o comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Lusa
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Junta de Ceira, em Coimbra, diz que não foi preciso retirar pessoas de casa na madrugada
O presidente da Junta de Freguesia de Ceira confirmou esta quarta-feira que não foi necessário retirar os moradores desta zona ribeirinha do concelho de Coimbra para um ponto seguro, face ao risco de cheia que se previa para a madrugada.
"Graças a Deus não foi necessário. As pessoas ficaram nas suas casas em segurança e está tudo dentro da normalidade", indicou Fernando Almeida.
A Câmara de Coimbra informou, na terça-feira à noite, que iria retirar entre 2.800 a 3.000 pessoas das suas casas face a risco de cheia no Mondego.
Lusa
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Depressão Nils traz chuva e vento forte. Nove distritos estão sob aviso laranja
A depressão Nils traz, esta quarta-feira, chuva e ventos fortes apesar de não afetar diretamente Portugal continental. Estão com aviso laranja devido à previsão de chuva os distritos de Coimbra, Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Leiria, Porto, Aveiro e Braga.
Devido à agitação marítima estão também sob aviso laranja os distritos de Aveiro, Braga, Coimbra, Porto e Viana do Castelo.
Douro regista subida considerável e espera-se um dia difícil
O rio Douro registou uma subida considerável durante a madrugada desta quarta-feira e o dia adivinha-se "difícil a nível do controle dos caudais" devido à muita chuva prevista para o Norte de Portugal e Espanha, segundo a Capitania do Douro.
"Já observamos uma subida considerável na cota da albufeira do Carrapatelo, na cidade do Peso da Régua [distrito de Vila Real]. Já atingiu os 10,7 metros, o que significa que a água já chegou à marginal. Não passou muito disso e manteve-se estável, mas já é uma cota considerável. Aqui [zonas do Porto e Vila Nova de Gaia] durante o dia temos que ir mantendo a supervisão porque continua a haver muita água", disse o comandante adjunto da capitania, Pedro Cervaens.
Lusa
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Amarante ativa Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil
O Município de Amarante ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil (PMEPC), perante a previsão de chuva contínua e intensa, com risco acrescido de cheias e inundações, indica a câmara no seu 'site'.
"Perante a previsão de precipitação contínua e de períodos de chuva intensa, com risco acrescido de cheias e inundações, foi ativado o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Amarante,(...) ao abrigo da legislação em vigor, com vista à salvaguarda de pessoas e bens", lê-se na publicação.
A câmara de Amarante, cuja zona ribeirinha é banhada pelo rio Tâmega, um dos maiores afluentes do rio Douro, acrescenta que decorreu na terça-feira uma reunião extraordinária da Comissão Municipal de Proteção Civil "com o objetivo de assegurar uma resposta coordenada, integrada e eficaz de todos os agentes de proteção civil e entidades com dever especial de cooperação, reforçando a prontidão operacional, a mobilização de meios e a articulação institucional face à situação excecional em curso".
"O Município de Amarante está a acompanhar permanentemente a evolução das condições meteorológicas e hidrológicas, podendo adotar medidas adicionais que se revelem necessárias, sendo o plano desativado logo que deixem de se verificar os pressupostos que determinaram a sua ativação", vinca a autarquia, pedindo à população para se manter informada.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou na terça-feira que são esperados esta quarta-feira chuva e vento por vezes fortes devido à depressão Nils, que não irá afetar diretamente Portugal continental.
Em aviso laranja, entre as 06h00 e 18h00 desta quarta-feira, estão Viseu, Porto, Vila Real, Santarém, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.
Portugal continental foi atingido no dia 27 de janeiro pela depressão Kristin, a que se seguiu a Leonardo e a Marta, que causaram 15 mortos e centenas de feridos e desalojados.
Lusa
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Escolas de Penacova vão estar esta quarta-feira encerradas na sequência do mau tempo
As escolas de Penacova, no distrito de Coimbra, vão estar esta quarta-feira encerradas na sequência do mau tempo, informou a Câmara Municipal, um pouco depois das 07:00, nas redes sociais.
"A Câmara de Penacova e o Agrupamento de Escolas informam que devido às condições precárias de várias estradas, ao risco de novas ocorrências, à continuação de chuva persistente e à dificuldade na operação da rede de transportes, esta quarta-feira [hoje] todos os estabelecimentos de ensino estarão encerrados".
Em Coimbra, face ao risco de inundações numa parte do concelho, todas as escolas das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila estarão encerradas.
As escolas de Soure, no mesmo distrito, também estarão encerradas.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Lusa
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Proteção civil regista 1.576 ocorrências até às 06h00 devido ao mau tempo
A proteção civil registou entre as 00h00 de terça-feira e as 06h00 desta quarta-feira 1.576 ocorrências, entre inundações, quedas de árvores e deslizamentos, na Área Metropolitana do Porto, Coimbra e Aveiro, sem causar vitimas.
"Registámos 1.576 ocorrências, 322 das quais na Área Metropolitana do Porto, 342 na Região de Coimbra e 196 na Região de Aveiro", disse à Lusa o comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Pedro Araújo adiantou que cerca das 07h00 desta quarta-feira ainda estava a decorrer a retirada de pessoas das localidades junto às zonas ribeirinhas do rio Mondego, face ao risco de inundações.
Lusa
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Proteção Civil dá conta de madrugada normal na região centro, ainda que com algumas ocorrências a registar
O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra revelou esta quarta-feira estar "tudo normal até agora" na região do Baixo Mondego, ainda que com "algumas ocorrências", como "quedas de árvores" e "movimentos de massas".
A mesma fonte acrescentou à Lusa que as autoridades municipais se mantêm em articulação com os bombeiros e agentes da proteção civil acorrendo a "necessidades de deslocação de pessoas", mas que a situação era considerada normal pelas 04h30 da madrugada.
Questionado especificamente sobre o estado dos diques na região do Baixo Mondego, que voltarão a estar sob pressão a meio da manhã, com a preia-mar, a mesma fonte admitiu que "há sempre o risco" de uma qualquer cedência, mas não há "indicação de qualquer incidente" deste tipo "até ao momento".
Consultada pela Lusa, uma fonte do Comando Sub-regional de Aveiro disse igualmente estar "tudo normal" na região, nomeadamente na área de Sever do Vouga, particularmente afetada por inundações e desmoronamentos provocados pelas chuvas intensas dos últimos dias.
Lusa
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Deslizamento de terras obrigou à retirada de 31 pessoas na Costa da Caparica
Mais de 30 pessoas foram esta quarta-feira retiradas de prédios na Costa da Caparica, em Almada, devido a um deslizamento de terras, que não causou vítimas, disse à Lusa fonte do Comando Sub-Regional da Península de Setúbal.
"A arriba que está junto destes prédios está a ter movimentos e cerca das 03h38, uma pedra de dimensões significativas deslizou e atingiu o número 3 da Rua João Azevedo. Esta situação obrigou à retirada de 31 pessoas que foram entretanto encaminhadas para equipamentos da autarquia e para casa de familiares, adiantou a fonte.
Também esta quarta-feira, pelas 06h16, um deslizamento de terras na estrada nacional 378 na Charneca da Caparica, também em Almada, obrigou a retirar o condutor, que não sofreu ferimentos, de uma viatura que ficou imobilizada na via.
Lusa
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