Terá o xadrez nascido na Índia, ou terá sido criado por um dos príncipes que participou na lendária guerra de Tróia? Ou terá sido inventado e desenhado na China três séculos antes de Cristo? Seja como for, podemos ver xadrez num filme de Bergman (‘O Sétimo Selo’) ou às mãos de Humphrey Bogart em ‘Casablanca’ – a lista é infindável –, ou num romance de Nabokov, ou no ‘A Diagonal Alekhine’, do francês Arthur Larrue (que vive em Portugal, já agora). O essencial, no entanto, é que o regime talibã acaba de proibir o xadrez no Afeganistão, segundo um decreto (e saboroso preâmbulo) do Ministério da Propagação da Virtude e da Prevenção do Vício – e que o ministério dos Desportos aceitou entusiasticamente. E o que diz o preâmbulo, propriamente dito? Que há “considerações religiosas relativamente ao xadrez”. E o que diz a ‘sharia’? Que o xadrez é um jogo – que é coisa proibida pela ‘sharia’. E o que se decide enquanto os teólogos locais decidem se o xadrez é um instrumento do demónio? Suspende-se o xadrez. Toca a queimar tabuleiros.
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Nos delírios das ‘ciências woke’, os factos são um empecilho a ultrapassar para dar voz aos delírios. Pobre Shakespeare, seja ele quem tenha sido na sua grandeza.
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