A pandemia vai deixar uma conta pesada. E não é seguro que a ‘bazuca’ europeia ou o regresso do turismo possam salvar completamente a honra do convento. Que fazer? Uma sugestão: promover o país como o destino ideal para a prática da corrupção. Depois da decisão instrutória, está visto que não temos leis nem procedimentos para punir os crimes de colarinho branco. Donde, melhor beneficiar com eles, desde que a doutrina Ivo Rosa não faça escola entre nós: se houver roubo, o mínimo que se exige é que haja partilha na hora de declarar ao Fisco.
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Desde Carlos I, em meados do século XVII, que um membro da família real não conhecia as agruras do cárcere.
José Luís Carneiro anda a escrever cartas ao primeiro-ministro com uma intensidade apaixonada.
Passos são, como sempre foram, longos, tormentosos e politicamente incertos.
A ‘geringonça’ salvou a carreira política de António Costa e exportou-o para Bruxelas.
Luís Montenegro segue esta escola. A ministra da Administração Interna, jurista respeitável, desempenhava desde o início um papel que não era o dela.
Já ficava feliz se o governo comunicasse com o país em português de gente.
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