De vez em quando, a pátria afadiga-se com uns debates muito sérios sobre ‘o atraso português’ e ‘as receitas para sairmos da crise’. António Costa não dá para o peditório. Mais importante do que discutirmos ‘se o copo está meio cheio ou meio vazio’, afirmou o primeiro-ministro no parlamento, é sabermos ‘como é que vamos encher o copo’.
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Não vale a pena fingir que a captura de Nicolás Maduro se fez em nome do combate ao narcotráfico.
Mas, para temperar a retórica grandiloquente do governo, um pouco de realismo não fica mal a ninguém.
Mudar de calendário nem sempre é mudar de vida.
Nunca levei a sério as mensagens natalícias de quem nos governa.
Gouveia e Melo revelou impreparação e prepotência, dois vícios de forma que não o recomendam para o cargo. Marques Mendes não conseguiu dissipar a sombra de ‘facilitador de negócios’.
Melhor pedir contas às lideranças europeias que se foram rendendo aos ditames do fanatismo.
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