Desde o início da pandemia que existem dois países diferentes. O primeiro país pertence às massas ignaras, que são tratadas a pontapé com restrições de todo o tipo. O segundo é o país ‘oficial’ e político, que abre excepções convenientes para amigos e amigalhaços. É o país da CGTP, do ‘Avante!’ e agora, como se viu, do Sporting campeão. A PSP deu um parecer negativo à festança selvagem? Não interessa. O ano é de eleições autárquicas. Nem o governo, nem a Câmara Municipal iriam arranjar sarilhos com a ‘nação’ sportinguista.
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José Sócrates já tem novo advogado. É o quarto oficioso.
Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.
Depois de duas escolhas desastradas, o futuro do governo também depende de acertar à terceira.
Desde Carlos I, em meados do século XVII, que um membro da família real não conhecia as agruras do cárcere.
José Luís Carneiro anda a escrever cartas ao primeiro-ministro com uma intensidade apaixonada.
Passos são, como sempre foram, longos, tormentosos e politicamente incertos.
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