O espírito do tempo que não termina
A olhar o nevoeiro entre as agulhas dos pinhais.
A olhar o nevoeiro entre as agulhas dos pinhais.
A mesma Pátria chorosa volta a não ler o escritor tão amado que durante dois dias foi o mais folheado dos seres humanos
Aguardam que o Professor Marcelo regresse ao “comentário político” enquanto o Dr. Seguro arruma o Palácio de Belém.
No século da inteligência artificial sou um sobrevivente do tempo em que ainda duvidávamos da inteligência humana
O Tio Alberto gostava de café “con unas gotitas” e tomava-o nessas peregrinações plebeias pela Galiza.
Achava que os rios eram interessantes consoante a temporada da lampreia ou da truta
Por sermos leais ao passado, não há escolha quando se trata de boa educação.
Era bom para peregrinos de Castro Laboreiro ou frades eremitas de Rendufe.
Não gostava de nêsperas e tinha um certo desprezo por legumes no prato, tratando-os como um apenso decorativo.
Os “portugueses de antigamente” tinham vícios muito contemporâneos e eram tão velhacos e tão impertinentes como os de hoje.
Não se era um cavalheiro por se parecer um cavalheiro, mas por usar os privilégios para melhorar a vida dos mais próximos.
Nestes tempos em que o assunto das televisões é a geopolítica, a presença do Tio Albano seria bem vinda.
Na altura sabíamos ler, dividir orações, comentar e anotar a lápis nas margens.
A loiça mantém-se, mas o tom cerimonioso desapareceu.
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